
O menestrel das Alagoas como era chamado na música de Milton Nascimento e Fernando Brant, interrompeu o assessor:
_Todo o político precisa de repórteres incisivos. É um bom teste. Se o político não rompe à altura, amanhã todos dirão: viu a pergunta que o repórter fêz a Teotônio Vilela? Agora se a resposta é boa, o comentário muda: viu a resposta que o Teotônio deu ao repórte?
Virou para o foquinho pretensioso e incentivou:
_ Pergunta meu filho. Pergunta mais.
Na quarta feira, um vereador de Rio Preto a minha frente, bateu o telefone no ouvido de um repórter de jornal. Justificou-se com o argumento que o jornalista o havia ofendido com reportagens insultosas. E sondou em mim alguma solidariedade. Tenho o respeito por este parlamentar.Ao meu ver, não se inclui entre políticos venais. Mas não obteve de mim o que esperava.
O homem público não é uma pessoa comum, movida a sentimentos. O cidadão comum pode ter os nervos à flor da pele em determinadas circunstâncias. Ao homem público, no entanto, isso não cabe jamais. Deve despir-se de suscetibilidades.
Como disse Teotônio, naquela ocasião, toda a vez que um repórter pergunta algo a um agente público, é a sociedade que espera a resposta.

_A imprensa é a onda na qual o político surfa ou afunda.
Depende da capacidade e de competência para enfrentar todos os tipos de perguntas. E de jornalistas.
Crônica
de Julio Cesar Garcia
do Livro
"O dia em que Jesus pilotou o avião"
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