quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
PSDB e seus crimes contra a Educação
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Correio da Cidadania - [Waldemar Rossi]
“O PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), uma análise feita por um grupo de pesquisadores da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico) para medir o grau de instrução nas principais áreas de ensino, coloca a rede das escolas públicas do estado de São Paulo apenas em 53º lugar entre as 65 avaliadas” (Diário de São Paulo, de 03/12/2011 – pág. 6).
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A informação se tornou pública e perturbou o governo paulista. E não era para menos, pois os “tucanos” estão no governo do estado desde 1995, ou seja, há 17 anos. Assim, não podem sequer jogar a culpa sobre os ombros de outros partidos políticos. Mais ainda, salvo um pequeno lapso de tempo, o governador Geraldo Alckmin sempre esteve no governo. No início como vice de Covas, depois titular, completando, com este ano, 13 anos com poder de decisões em suas mãos. Ninguém pode dizer que lhe faltou competência, muito pelo contrário, já que é um político muito bem assessorado e inteligente. O que faltou foi compromisso com nossa juventude e infância. Creio que, mais que isto, foi crime premeditado contra as gerações infantis e jovens desse longo tempo já passado.
Não podemos esquecer que o ensino público do estado paulista foi sistematicamente destruído a partir do governador Mário Covas, que nomeou para a Secretaria da Educação a professora Rose Neubauer. Esta, por sua vez, demitiu milhares de professores ainda não concursados, sem substituí-los, fechou escolas, concentrou alunos nas classes restantes (próximo de 50 em cada sala), eliminou matérias relacionadas com a sociologia, reduziu aulas de História e Geografia e, ainda, impôs pesado arrocho aos salários dos professores.
O objetivo do tucanato era permanecer no governo por 20 anos, pelo menos. Para atingir tal objetivo seria fundamental impedir a formação do senso crítico das gerações futuras. E conseguiram. Notemos que tal avaliação de baixíssima qualidade do ensino estadual, uma das piores do Brasil, não vem de nenhum “partido de esquerda” ou das sempre apontadas “oposições”. Vem de um órgão internacional voltado para os interesses do capital. Logo...
Como foi dito acima, a notícia buliu com o ego do governo paulista, que tenta dar nó em fumaça. Alckmin acaba de anunciar que as escolas com pior desempenho terão a partir do ano de 2012 a chamada residência educacional, ou seja, nova modalidade de estágio para universitários em escolas públicas. Cada universitário receberá bolsa de R$500,00 e auxílio transporte...
Por que “nó em fumaça”? Porque tal iniciativa não revoluciona, nem ao menos repara parte da destruição a que o sistema educacional paulista foi submetido; não elimina a deficiência curricular e não recupera a semi-alfabetização das várias gerações de jovens. Não há um plano de recuperação do professorado, nem de ampliação do quadro de professores e nem mesmo de recuperação do sistemático arrocho salarial. Compreendamos que o salário mínimo no Brasil, conforme o DIEESE, deveria ser hoje R$2.150,00. Quantos professores têm esse salário? Por conta dessa migalha, a maioria se vê forçada a procurar trabalho em mais de uma escola, ficando sem condições físicas e psicológicas para ministrar um ensino da qualidade exigida, um direito de toda a infância e juventude em escala mundial. Os estagiários receberão a maravilha de R$500,00! Ou seja, para tentar preservar sua imagem pública usará um verniz escolar, tentando, mais uma vez, enganar a população, em sua maioria mal informada e desinformada pelos poderosos meios de comunicação conservadores.
Porém, ao tomar a iniciativa de envernizar a educação no estado, para quem compreende um pouco de políticas públicas, tal medida é confissão do crime e o governo responsável deveria se tornar réu perante a Justiça e a opinião pública. Mas, infelizmente, nossa “justiça” tem que ser escrita entre aspas porque é inútil e mancomunada com a criminalidade imperante, uma vez que, ante os imperativos constitucionais, jamais tomou posição efetiva em defesa dos interesses de nossa infância e juventude.
Não podemos deixar de refletir sobre esse estado de coisas. Particularmente, o professorado deveria debater o caso com o povo, despertando-lhe a consciência amortecida e, com isto, ir criando condições para um amplo movimento popular visando exigir mudanças estruturais e punir os responsáveis pela catástrofe educacional. Que bom será quando o professorado paulista, coletivamente, decidir enfrentar pra valer o governo, a exemplo do que vem acontecendo em outros estados – Minas, Rio Grande do Norte, Ceará e outros.
Não se pode também desconhecer que o rebaixamento do padrão do ensino público tinha e tem também outro objetivo - muito perseguido e aplicado pelo tucanato no país inteiro: forçar o povo a procurar escolas particulares. Em outras palavras, para os tucanos (não apenas eles) o ensino deixa de ser um direito do cidadão e passa ser mera mercadoria, que deve trazer lucro para os empresários em vez de cultura para o povo. O que se passa na educação é válido também para outras áreas, como a saúde pública esfacelada e em processo avançado de privatização, o transporte, a telefonia, a energia elétrica, a Previdência Social. Agora, com Dilma, já temos também a privatização dos portos e aeroportos.
Enquanto deixam de aplicar o dinheiro dos impostos nas áreas vitais para o povo, os governantes vão despejando grandes quantias em obras faraônicas particulares, como estádios de futebol (em São Paulo, garantindo a estrutura complementar ao estádio do Corinthians) e em outras regiões, como a transposição do “Velho Chico”, construção de barragens predatórias e outras picaretagens que favorecem grandes empresas, sonegando os investimentos nas áreas de interesse popular e nacional. Tudo para favorecer criminosamente o capital espoliador.
Alckmin não está realmente preocupado com a qualidade de vida da infância e da juventude, o que vem mostrando ao longo dos seus mandatos. Está preocupado com sua carreira política. Por isto, as medidas anunciadas são meramente paliativas e, como tais, enganosas.
Waldemar Rossi é metalúrgico aposentado e coordenador da Pastoral Operária da Arquidiocese de São Paulo.
...© 2011 Criado por LUTA PELA EDUCAÇÃO.
Fatos Históricos, Políticos, Sociais, Artísticos e Literários
Em 28 de dezembro de 1903 - Nasceu o pianista norte americano , especialista e jazz Earl Hines.
Em 28 de dezembro de 1911 - O médico chinês Sun Yat-Sen, fundador do Partido Nacionalista da China o Koumitang, tornou-se o primeiro presidente da China.
Em 28 de dezembro de 1924 - Nasceu o ex-presidente de Uganda Milton Obote
Em 28 de dezembro de 1936 - O Supremo Tribunal Militar negou aos membros da Ação Brasileira, o habeas-corpus impetrados, em consequência da prisão de seus membros.
Em 28 de dezembro de 1965 - O presidente do Vietnã do Norte, rejeitou as negociações de Paz, oferecida pelos Estados Unidos da América.
Em 28 de dezembro de 1975 - Foi entoado pela primeira vez, o Hino do Timor Leste
Em 28 de dezembro de 1992 - Foi assassinada a atriz Daniela Perez, pelo ex-ator Guilherme de Pádua.
Em 28 de dezembro de 1911 - O médico chinês Sun Yat-Sen, fundador do Partido Nacionalista da China o Koumitang, tornou-se o primeiro presidente da China.
Em 28 de dezembro de 1924 - Nasceu o ex-presidente de Uganda Milton Obote
Coluna Prestes
Em 28 de dezembro de 1925 - A Coluna Prestes, chegou nas cercânias da cidade de Terezina no Piauí-Brasil.
Em 28 de dezembro de 1965 - O presidente do Vietnã do Norte, rejeitou as negociações de Paz, oferecida pelos Estados Unidos da América.
Familia Teles
Em 28 de dezembro de 1972 - Cesar Teles e a sua esposa Maria Amélia Telis (Amelinha), filiados ao PC-do-B - Partido Comunista do Brasil, foram presos juntamente com o dirigente do PC-doB, Carlos Nicolau Danielli.
Carlos Danielli
Dirigente do PC-do B
Em 28 de dezembro de 1972 - Cesar Teles, Melinha e Carlos Nicolau Danielli, foram torturados, pela Operação OBAN, no DOI-CODI, sob o comando do Major Carlos Alberto Brilhante Ustra, na oportunidade Carlos Danielli, foi assassinado. E Cesar e Melinha foram torturados e noutro dia ou seja 29 de dezembro de 1972, os policiais levaram os seus filhos Edson e Janaina, para assistir a tortura.
Os filhos do casal hoje superaram o trauma, e entraram na justiça processando o Major Ustra.
Nos docmuentos, Relatorío da Aeronáutica e Marinha, Carlos Danielli, trocou tiros com a polícia foi ferido e morreu a ciminho do hospital. Já o exercito não cita o morto em seu relatório.
*Carlos Danielli, pertenceu também ao Comitê Central do PCB, em 1954. Foi na verdade preso pelos agentes do DOI-CODI, na Rua Loefgreen, na Vila Mariana em São Paulo, e foi torturado por Carlos Alberto Brilhante Ustra, o Capitão Dalmo Lúcio Muniz Cirillo e o Capitão Ubirajara o codinome do Delegado de Polícia Aparecido Laerte Calandra.
Em 28 de dezembro de 1992 - Foi assassinada a atriz Daniela Perez, pelo ex-ator Guilherme de Pádua.
PCB preza a formação política
Partido Comunista Brasileiro Oferece curso de formação política
O professor de História e membro do Partido Comunista Brasileiro (PCB), Renato Beschizza Valentin, está oferecendo um curso de Formação Política, destinado aos trabalhadores e cidadãos radicados na cidade de Catanduva.
O curso é gratuito e as inscrições devem ser feitas antecipadamente. “Trata-se de uma iniciativa destinada a elevar o nível do conhecimento e do debate a respeito de questões políticas que afetam diariamente os trabalhadores e os mais pobres”, destaca o professor Renato Valentin, que atua em Catanduva e São José do Rio Preto.
O primeiro encontro entre os participantes do curso já está marcado para o dia 7 de janeiro de 2012, às 14 horas, porém o local ainda será definido. “Estamos dependendo do número de inscritos. Se o interesse for grande, um local maior será necessário. Caso o número seja pequeno, nossa proposta é oferecer o curso com a mesma qualidade, porém em um local menor, que acomode os participantes”, comentou o professor.
PCB – Em 2012 o Partido Comunista Brasileiro completa 90 anos. A agremiação, de esquerda, ideologicamente é baseada em Karl Marx e Friedrich Engels, e de organização baseada nas teorias de Lênin. Fundado em 1922, seu símbolo, segundo seus estatutos, “é uma foice e um martelo, cruzados, simbolizando a aliança operário-camponesa”.
Na imprensa, a palavra comunismo apareceu pela primeira vez em 1827, quando Robert Owen se referiu a socialistas e comunistas. Owen foi o primeiro autor a considerar que o valor de uma mercadoria deve ser medido pelo trabalho a ela incorporado, e não pelo valor em dinheiro que lhe é atribuído.
Segundo ele, comunistas e socialistas consideravam o capital comum mais benéfico do que o capital privado. Owen atacou violentamente o sistema de concorrência capitalista, e propôs a criação de comunidades cooperativas como alternativa. As palavras socialismo e comunismo, criados por ele, foram usadas como sinônimos durante todo o século XIX.
“O curso conta com alguns módulos e uma das propostas é fazer com que os catanduvenses participem mais das atividades políticas de nossa cidade”, comentou Renato Valentin.
Aos interessados em participar do curso podem entrar em contato pelo telefone (17) 3523-6817 ou pelo celular 9177-0667.
Michel Ziadan Filho comenta sobre a sucessão na Coreia do Norte
ENTREVISTA: Michel Zaidan
Coordenador do Núcleo de Estudos Eleitorais, Partidários e da Democracia da UFPE, o professor Michel Zaidan Filho comenta o processo de sucessão na Coreia do Norte
Publicado em 27/12/2011
JORNAL DO COMMERCIO - A Coreia do Norte é um país extremamente fechado e grande parte das notícias que recebemos de lá vêm de fontes oficiais. Como analisar essas notícias?
MICHEL ZAIDAN – A liberdade de imprensa tem sido sempre sacrificada pelas chamadas "razões de estado". Não só nos países ditos comunistas. Também nos democráticos e capitalistas, a imprensa participa do esforço de guerra contra o inimigo (o comunismo, o terrorismo islâmico etc.) O que ocorre é que em sociedades onde o Estado é tudo e a sociedade civil é nada, os órgãos de imprensa se transformam em correias de transmissão da vontade do governo ditatorial ou não. Onde estado e partido se confundem, não é possível separar a propaganda da informação fidedigna. É preciso dar um enorme desconto às informações veiculadas, desconstruí-las e reconstrui-las, para utilizá-las. É possível apelar para dissidentes, a internet ou organizações humanitárias, no exterior. De toda forma, a imprensa hoje faz parte dos parelhos ideológicos de Estado, seja ele qual for.
JC - Todo processo de sucessão pode ser problemático, especialmente em ditaduras. Aparentemente, Kim Jong-un está estabelecido como novo líder do país. Existe algum risco interno para ele? A força da imagem do pai e do avô garantiram uma sucessão tranquila?
ZAIDAN - Tranquila enquanto for mantido o consenso básico entre os militares e a sociedade civil. Nenhuma ditadura é eterna. O povo se cansa de ditadores ineficientes. A ideologia tem um prazo de validade dado pelas carências materiais e o acesso a informações diferenciadas. Só as monarquias são vitalícias, isto por conta da vontade de deus ou da tradição cultural. As ditaduras são mortais e perecíveis. Tudo depende do equilíbrio a ser adotado entre coerção e persuasão. E o atendimento às carências básicas da população.
JC - Kim Jong-un é jovem, inexperiente e até alguns anos atrás nem era o sucessor natural do pai. O que esperar do novo líder da Coreia do Norte? Sua educação na Suíça pode ter alguma influência em seu modo de governar?
ZAIDAN - Ele pode se tornar um títere na mão de conselheiros influentes u eminências pardas do regime. No geral, os sucessores ou são incapazes ou tendem a abrir o regime, numa espécie de aggionarmento" da ditadura. É esperar para ver o caminho que o sucessor vai tomar e se sua educação suíça terá algum efeito sobre suas decisões políticas.
JC - As imagens mais marcantes vindas da Coreia do Norte são de sua população em prantos com a morte do ditador (imagens que a TV estatal faz questão de divulgar ao máximo). Em todo mundo, a "honestidade" desse luto vem sendo questionada. Até onde as demonstrações públicas de tristeza podem ser consideradas propaganda? Ou realmente a imagem construída em volta de Kim Jong-il influenciava a população?
ZAIDAN - Deve ser um misto de orfandade coletiva pelo desaparecimento do "grande líder" e de propaganda. Deve haver sinceridade nessas lágrimas, mas elas devem estar sendo utilizadas propagandsticamente pelo regime. A mitologia política, em regimes fechados como o da Coréia, tende a produzir esses fenômenos de massa. Até no Ocidente "livre", essa mitologia existe:assassinato de Kennedy, de Vargas no Brasil, a morte de Tancredo etc. O mito faz parte da política "midiática" moderna.
JC - Cuba, um dos poucos países comunistas remanescentes, tem adotado uma política cada vez mais aberta à economia global. Podemos ver esse mesmo movimento ocorrendo na Coreia do Norte no futuro?
ZAIDAN - É bem possível, se o sucessor for sábio ou astuto. Não é possível manter o país isolado da comunidade internacional, sobretudo depois do fim do socialismo real. Alguma mudança ter de haver, sob pena do regime se acabar. Se o sucessor de Kim jong não for um mero títere ou um idiota, ele sabe que terá de fazer concessões econômico e políticas e abrir o país para o mundo, construindo parcerias estratégicas. Não pode é continuar à margem da comunidade internacional, segurando a bomba atômica. A china poderia ajudar a Coréia.
Voz do leitor Colunas Especiais Galera JC Assine o JC Expediente
Coordenador do Núcleo de Estudos Eleitorais, Partidários e da Democracia da UFPE, o professor Michel Zaidan Filho comenta o processo de sucessão na Coreia do Norte
Publicado em 27/12/2011
JORNAL DO COMMERCIO - A Coreia do Norte é um país extremamente fechado e grande parte das notícias que recebemos de lá vêm de fontes oficiais. Como analisar essas notícias?
MICHEL ZAIDAN – A liberdade de imprensa tem sido sempre sacrificada pelas chamadas "razões de estado". Não só nos países ditos comunistas. Também nos democráticos e capitalistas, a imprensa participa do esforço de guerra contra o inimigo (o comunismo, o terrorismo islâmico etc.) O que ocorre é que em sociedades onde o Estado é tudo e a sociedade civil é nada, os órgãos de imprensa se transformam em correias de transmissão da vontade do governo ditatorial ou não. Onde estado e partido se confundem, não é possível separar a propaganda da informação fidedigna. É preciso dar um enorme desconto às informações veiculadas, desconstruí-las e reconstrui-las, para utilizá-las. É possível apelar para dissidentes, a internet ou organizações humanitárias, no exterior. De toda forma, a imprensa hoje faz parte dos parelhos ideológicos de Estado, seja ele qual for.
JC - Todo processo de sucessão pode ser problemático, especialmente em ditaduras. Aparentemente, Kim Jong-un está estabelecido como novo líder do país. Existe algum risco interno para ele? A força da imagem do pai e do avô garantiram uma sucessão tranquila?
ZAIDAN - Tranquila enquanto for mantido o consenso básico entre os militares e a sociedade civil. Nenhuma ditadura é eterna. O povo se cansa de ditadores ineficientes. A ideologia tem um prazo de validade dado pelas carências materiais e o acesso a informações diferenciadas. Só as monarquias são vitalícias, isto por conta da vontade de deus ou da tradição cultural. As ditaduras são mortais e perecíveis. Tudo depende do equilíbrio a ser adotado entre coerção e persuasão. E o atendimento às carências básicas da população.
JC - Kim Jong-un é jovem, inexperiente e até alguns anos atrás nem era o sucessor natural do pai. O que esperar do novo líder da Coreia do Norte? Sua educação na Suíça pode ter alguma influência em seu modo de governar?
ZAIDAN - Ele pode se tornar um títere na mão de conselheiros influentes u eminências pardas do regime. No geral, os sucessores ou são incapazes ou tendem a abrir o regime, numa espécie de aggionarmento" da ditadura. É esperar para ver o caminho que o sucessor vai tomar e se sua educação suíça terá algum efeito sobre suas decisões políticas.
JC - As imagens mais marcantes vindas da Coreia do Norte são de sua população em prantos com a morte do ditador (imagens que a TV estatal faz questão de divulgar ao máximo). Em todo mundo, a "honestidade" desse luto vem sendo questionada. Até onde as demonstrações públicas de tristeza podem ser consideradas propaganda? Ou realmente a imagem construída em volta de Kim Jong-il influenciava a população?
ZAIDAN - Deve ser um misto de orfandade coletiva pelo desaparecimento do "grande líder" e de propaganda. Deve haver sinceridade nessas lágrimas, mas elas devem estar sendo utilizadas propagandsticamente pelo regime. A mitologia política, em regimes fechados como o da Coréia, tende a produzir esses fenômenos de massa. Até no Ocidente "livre", essa mitologia existe:assassinato de Kennedy, de Vargas no Brasil, a morte de Tancredo etc. O mito faz parte da política "midiática" moderna.
JC - Cuba, um dos poucos países comunistas remanescentes, tem adotado uma política cada vez mais aberta à economia global. Podemos ver esse mesmo movimento ocorrendo na Coreia do Norte no futuro?
ZAIDAN - É bem possível, se o sucessor for sábio ou astuto. Não é possível manter o país isolado da comunidade internacional, sobretudo depois do fim do socialismo real. Alguma mudança ter de haver, sob pena do regime se acabar. Se o sucessor de Kim jong não for um mero títere ou um idiota, ele sabe que terá de fazer concessões econômico e políticas e abrir o país para o mundo, construindo parcerias estratégicas. Não pode é continuar à margem da comunidade internacional, segurando a bomba atômica. A china poderia ajudar a Coréia.
Voz do leitor Colunas Especiais Galera JC Assine o JC Expediente
Música, Profissão de fé
Música, profissão de fé
Quando a arte é caminho, vida ou profissão, o estudo se converte em eterno companheiro. Ele representa apenas uma parte de toda a engrenagem de dedicação que as mais variadas manifestações artísticas exigem de quem as abraçou. Seja na música, no cinema, no teatro, na literatura ou em qualquer outra maneira de interpretar um tempo e uma história.
Nos últimos dois meses de 2011, os alunos do curso de Bacharelado em Música da Universidade do Estado do Pará (UEPA), em parceria com a Fundação Carlos Gomes, venceram uma dessas etapas durante os recitais de formatura que ocorreram na Sala Ettore Bósio, no Conservatório Carlos Gomes em Belém. O desafio agora é projetar o futuro, sem enterrar o passado ou deixar de viver o presente.
A pianista Natalia Monique da Silva Gama, 27, já tem planos para 2012. Só falta decidir qual a melhor possibilidade de realização. “O que quero fazer? Ai tem muita coisa”, diz. Natalia vai morar na França no próximo ano. Quer aprender o idioma e tentar uma bolsa de Mestrado numa das renomadas universidades do país. Mas as dúvidas ainda a acompanham. Não sabe se quer fazer performance - as chamadas apresentações em eventos - ou se quer outra realidade.”Geralmente quem escolhe Bacharelado é porque gosta de tocar”, reflete. Por outro lado, Natalia Gama tem plena certeza do que não deseja para o futuro. Ser professora, por exemplo.
“É bom, mas não é o que quero”. Nem fazer parte de orquestras. “Eu não penso. É uma dedicação que te anula pra outras coisas. A gente já estuda muito e [quem participa de orquestra] vai estudar ainda mais”, avalia Natalia. A jovem deu início a trajetória como musicista aos dez anos de idade e desde então dedica boa parte das 24 horas do dia para o piano. Até um empreendimento fora do ramo ela já tentou ter. A rotina de seis horas diárias de estudo em casa, fora o aprendizado em sala de aula, não deixou tempo para o próprio negocio e decidiu abandoná-lo. Hoje, Natalia Monique também anda de olho numa bolsa de estudos na Universidade de Salamanca. “É uma das mais importantes da Espanha”, elogia. Natalia quer mesmo deixar as escolhas a cargo do destino. “As coisas vão acontecendo”, acredita a pianista.
Natalia defendeu um extenso programa no recital de formatura em Piano - o equivalente às tradicionais defesas dos Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC) - composto pelos trabalhos dos compositores Bach, Bethoveen, Chopin e Ernesto Nazareth. Foi numa tarde de sábado de dezembro. Mãe, amigos e professora, a respeitada pianista Helena Maia, na plateia. Vencida pelo nervosismo, não alcançou a nota máxima. Ainda assim fez bonito e obteve a aprovação necessária. E já tinha o elogio da orientadora. “Ela é uma menina que tem dons musicais. Ela tem sensibilidade e gosta de estudar, de praticar, que é o principal. Tudo parte da repetição, repetir até chegar à perfeição. Toda arte precisa de muita prática”, ensina Helena.
Repetir e estudar. Estudar e repetir. É um exercício que, por vezes, beira a exaustão. Pede paciência e empenho. Escolher a música como atividade requer uma dose extra de entrega na personalidade do profissional, seja ele pianista, cantor ou compositor. Para se ter uma ideia, só o curso técnico de piano leva 12 anos para ser concluído. O aprendizado, no entanto, nunca se esgota. Estudar vira elemento essencial para aperfeiçoar o talento. Quem se formou no curso de Bacharelado em Música não encerrou uma trajetória. Terminou um ciclo de muitos outros que virão.
“O músico nunca tem a sua formação completa. Ele está sempre estudando. Nunca há uma final e sempre um começo”, lembra a cantora lírica e professora de canto Madalena Aliverti. Madalena foi orientadora de Eugênia Lobato, 34, soprano que arrancou aplausos e emocionou o público presente no recital de formatura dela no último dia 19 de dezembro.
Eugênia é um claro exemplo de dedicação à música, expressada no envolvimento com os estudos de diversas modalidades da arte musical. A cantora começou a estudar música aos 15 anos, no que é hoje a Escola de Música da Universidade Federal do Pará (UFPA). “Comecei tocando piano e, posteriormente, a cantar em coral. Após quatro anos de estudo, abandonei e fui tocar violoncelo, onde participei da Orquestra Jovem de Cordas”, lembra. O interesse pelo estudo do canto veio nesse período. Quase oito anos de muito aprendizado.
“Nesse ínterim eu já estava fazendo o curso de Licenciatura com Habilitação em Música pela UFPA. Ao mesmo tempo me formei no Curso Técnico de Canto. Depois de formada comecei a trabalhar nas escolas publicas, e por esse motivo o meu lado musicista ficou parado. Depois de cinco anos eu já estava fazendo especialização e decidi a voltar a estudar canto. Fiz vestibulinho para Bacharelado em Música e fiquei trabalhando e estudando ao mesmo tempo. Trabalhei como professora substituta na Escola de Música e lá eu dava aula de canto coral para criança, jovens e adultos. Aliás, é o que eu gosto de fazer”, ressalta.
Dar aulas é o passo seguinte que o músico, e agora Bacharel pela Uepa, Alcir Meireles pretende dar na carreira. “Uma das coisas que mais gosto de fazer, trocar ideias e entender o lado sociológico das gerações. Quero continuar estudando e aprender sempre!!!”, deseja. Alcir nasceu numa família musical, em 1982 iniciou os estudos de flauta transversal erudita na Escola de Música da UFPA, um dos grandes celeiros de artistas da cena erudita de Belém. Dez anos depois passou para o piano popular.
Meireles se formou numa das mais recentes habilitações do curso de Bacharelado em Música, o de “Composição e Arranjo”. O curso tem duração de quatro e começou em 2007, com um formando em 2010. “A turma atual é a segunda a se formar”, ressalta o coordenador do Bacharelado da Uepa, em parceria com a Fundação Carlos Gomes, Jonathan Miranda. O coordenador avalia de forma positiva o desempenho dos alunos que têm se apresentado nos recitais, tanto em “Composição e Arranjo” como ems outras modalidades.
Músicos “da noite” elogiam a teoria
“Os recitais tem sido muito bons, refletindo em cima do palco o aprendizado feito dentro dos quatro anos de duração do curso. Esse momento é de suma importância, pois é em cima do palco que o músico se comunica com a plateia. Sem a plateia não temos música. É uma espécie de troca, de comunicação sem palavras entre o intérprete e a plateia. Os programas de cada aluno mesclam vários estilos e épocas da história da música, demonstrando habilidades em transitar na interpretação de diversos compositores. Muitos se emocionam, pois vêem ali seus familiares, seus professores que logo não o serão mais. Relembram em questão de segundos diversos acontecimentos, dificuldades, superações”, analisa.
Para Alcir Meireles, a experiência e o conhecimento acumulados no processo de formação superior contribuíram para aprimorar o trabalho que ele desenvolveu ao longo da carreira. “Com certeza as idéias mudam muito depois de um curso com professores tão competentes. Posso resumir que muita música que fiz antes do curso já não quer mais tocar”, brinca. “Compor música hoje pra mim é poder contribuir com alguma coisa para a cultura e principalmente para a sociedade. Sinceramente, esperava um bom curso, mas foi muito melhor do que eu imaginava. Aprendi muito em vários aspectos. Hoje me sinto mais maduro como pessoa e como profissional”, completa.
Aos 42 anos, Alcir comemora a atual formação. “Um curso de nível superior é sempre bem vindo para o mundo profissional. Mas o aprendizado no curso me trouxe um grande preparo diretamente para o que mais faço hoje, que é produzir CDs e shows de artistas paraenses. [Fazer o curso foi uma] necessidade dupla de fazer um curso acadêmico na área de composição e de ter nível superior”, aponta.
Além de dar aulas, Eugênia Lobato voltou a cantar em coral e em coro cênico. “Toco de vez em quando em casamento, orquestra. Todo ano participo de festivais de música em Londrina, Juiz de Fora, Brasília e Rio de Janeiro. É um a forma de sempre estar envolvida com a música na questão performática e se reciclando ao mesmo tempo”, avalia.
Assim como Alcir e Natalia, Eugênia também continua a caminhada. “Ter um curso superior abre as portas para a pessoa ter um bom emprego, mas a realização profissional no ensino aprendizagem é muito boa. Se eu tiver uma oportunidade de trabalhar com o canto lírico, ótimo. O canto como qualquer outro instrumento precisa de dedicação”, destaca.
(Diário do Pará)
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terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Palestinos podem retirar reconhecimento a Israel após ameaças
Palestinos podem retirar reconhecimento a Israel após ameaças
Escrito por Bianka de Jesus
26 de diciembre de 2011, 06:22Ramalah, 26 dez (Prensa Latina) Líderes palestinos advertiram hoje que podem revogar o reconhecimento a Israel, se o Estado sionista persistir em boicotar o futuro governo de unidade que encabeçariam os movimentos Fatah e o islamista Hamas.
Mohammed Shtayyeh, membro da equipe negociadora da Autoridade Nacional Palestina (ANP), afirmou que a Organização para a Libertação de Palestina (OLP) considera cancelar os acordos de Oslo assinados com Israel, depois de ameaças do premiê Benjamín Netanyahu.
Shtayyeh, membro do comitê central do Fatah que lidera o presidente Mahmoud Abbas, reprovou declarações de Netanyahu relativas a que Tel Aviv não retomará as negociações de paz com um Executivo que inclua às organizações islamistas Hamas e a Jihad Islâmica.
As autoridades israelenses, assim como seus aliados Estados Unidos, recusam reconhecer ao Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), que controla a Faixa de Gaza, porque o chamam de terrorista devido a sua luta a favor de finalizar a ocupação sionista.
Os comentários oficiais através da rádio israelense afloraram 72 horas após que Abbas e o chefe político de Hamas, Khaled Meshaal, se reuniram no Cairo para afiançar o processo de reconciliação interpalestiniana e a reestruturação da OLP.
Dito processo permitiria incorporar a Hamas e a Jihad na OLP, a máxima instância política palestina à que os islamistas pediram modificar seus estatutos concernentes à aceitação de Israel.
Ainda que as conversas de paz entre Israel e a ANP estão congeladas desde setembro de 2010 devido a persistente colonização dos territórios ocupados de Cisjordânia, Netanyahu afirmou que se os islamistas se unirem ao gabinete palestino recusará retomar o diálogo.
Segundo Shtayyeh, os acordos de Oslo (1993) nos quais a OLP admitiu a existência de Israel "não foi um reconhecimento balançado, porque a OLP o reconheceu no sentido geográfico, mas Israel não reconheceu a Palestina geograficamente, senão como uma instituição".
"Tel Aviv só reconheceu à OLP. Agora estamos demandando um reconhecimento mútuo. Queremos que aceite os territórios palestinos de 1967", agregou o servidor público ao afirmar que os esforços se enfocam os assuntos internos.
O presidente Abbas está interessado em reunificar os palestinos e "em 2012 terá um vazio político porque Estados Unidos estarão preocupados com as eleições presidenciais, os europeus com a crise do euro, e os árabes com sua primavera", destacou.
ocs/ucl/bj
www.antiterroristas.cu
Assedio moral - Vítimas desenvolvem sintomas de transtorno de estresse pós-traumático
Artigos
Assédio moral
Vítimas desenvolvem sintomas de transtorno de estresse pós-traumático
Coação, humilhação e constrangimento são situações que muitas vezes não são percebidas como agressão dentro das empresas. O assédio moral é uma forma de violência psicológica extrema no ambiente de trabalho e, infelizmente, frequente – no Brasil, 36% dos trabalhadores a sofrem de forma sistemática, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Conflitos nas relações de trabalho são normais e até mesmo saudáveis. No entanto, se eles se desdobram em episódios de estigmatização, exclusão e, em alguns casos, em ofensas físicas e verbais, a situação se caracteriza como assédio moral. Suas possíveis causas vão desde a cultura do ambiente do trabalho, que fecha os olhos às condutas repressivas e arbitrárias dos superiores sob o pretexto de aumentar a produtividade, até variáveis individuais, como a vulnerabilidade da vítima e a personalidade do agressor, que em mais de 90% dos casos, é o chefe direto.
O dano psicológico pode se manifestar desde sinais de estresse, como irritabilidade e insônia, até distúrbios psíquicos graves, como depressão e abuso de substâncias químicas. Estudos de vários países têm apontado que pessoas que sofrem assédio moral desenvolvem sintomas semelhantes aos do transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), como tensão, hipervigilância e pesadelos recorrentes. Deve-se considerar, além disso, o impacto sobre as relações sociais e afetivas das vítimas – 82,5% delas apresentam problemas de memória, 67% têm baixa autoestima e 60% desenvolvem depressão, segundo pesquisa conduzida pela médica do trabalho Margarida Barreto, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), que entrevistou 42.000 trabalhadores do setor público, de empresas privadas e de organizações não-governamentais (ONGs).
Entre os efeitos econômicos, estão maior número de faltas ao trabalho e perda de produtividade. O índice por doenças cardiovasculares decorrentes da degradação das condições de trabalho aumenta em todos os países, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, há apenas leis municipais e estaduais sobre o tema e uma lei federal que veda empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). Há, no entanto, um projeto de lei em discussão no Congresso Nacional que propõe a inclusão do assédio moral no Código Penal, com penas de três meses a um ano de cadeia e multa para o agressor.
©2007-2011 Duetto Editorial. Todos os direitos reservados.
Assédio moral
Vítimas desenvolvem sintomas de transtorno de estresse pós-traumático
Coação, humilhação e constrangimento são situações que muitas vezes não são percebidas como agressão dentro das empresas. O assédio moral é uma forma de violência psicológica extrema no ambiente de trabalho e, infelizmente, frequente – no Brasil, 36% dos trabalhadores a sofrem de forma sistemática, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Conflitos nas relações de trabalho são normais e até mesmo saudáveis. No entanto, se eles se desdobram em episódios de estigmatização, exclusão e, em alguns casos, em ofensas físicas e verbais, a situação se caracteriza como assédio moral. Suas possíveis causas vão desde a cultura do ambiente do trabalho, que fecha os olhos às condutas repressivas e arbitrárias dos superiores sob o pretexto de aumentar a produtividade, até variáveis individuais, como a vulnerabilidade da vítima e a personalidade do agressor, que em mais de 90% dos casos, é o chefe direto.
O dano psicológico pode se manifestar desde sinais de estresse, como irritabilidade e insônia, até distúrbios psíquicos graves, como depressão e abuso de substâncias químicas. Estudos de vários países têm apontado que pessoas que sofrem assédio moral desenvolvem sintomas semelhantes aos do transtorno de estresse pós-traumático (TEPT), como tensão, hipervigilância e pesadelos recorrentes. Deve-se considerar, além disso, o impacto sobre as relações sociais e afetivas das vítimas – 82,5% delas apresentam problemas de memória, 67% têm baixa autoestima e 60% desenvolvem depressão, segundo pesquisa conduzida pela médica do trabalho Margarida Barreto, da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), que entrevistou 42.000 trabalhadores do setor público, de empresas privadas e de organizações não-governamentais (ONGs).
Entre os efeitos econômicos, estão maior número de faltas ao trabalho e perda de produtividade. O índice por doenças cardiovasculares decorrentes da degradação das condições de trabalho aumenta em todos os países, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). No Brasil, há apenas leis municipais e estaduais sobre o tema e uma lei federal que veda empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES). Há, no entanto, um projeto de lei em discussão no Congresso Nacional que propõe a inclusão do assédio moral no Código Penal, com penas de três meses a um ano de cadeia e multa para o agressor.
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