sexta-feira, 14 de junho de 2013

Cabo Verde e a Concordata entre a Igreja e O Estado


Concordata vai regular as relações entre a Igreja e o Estado ao nível da saúde, da fiscalidade e da acção s
Cabo Verde precisa de mais padres e apoio social
Novo Bispo do Mindelo ordenado a 3 de Abril
Papa nomeia novo bispo de Mindelo, Cabo Verde
Cabo Verde vai ser o primeiro país da África Ocidental a assinar uma Concordata com a Santa Sé. A assinatura vai ser feita na segunda-feira, na Cidade da Praia. D. Ildo Fortes, Bispo do Mindelo, sublinha a importância do acordo para “o reconhecimento jurídico” da Igreja católica e do papel que desempenha naquele país, que vai ser pioneiro a este nível.

“Nós somos pioneiros aqui na nossa zona de África, aqui na África Ocidental, somos o primeiro país a assinar um acordo com o Vaticano. Dado que a Igreja Católica, os seus fiéis, constituem a maior parte dos cabo-verdianos, situamo-nos nos 77% de católicos, é normal o reconhecimento claro e explícito por parte do Estado da Igreja e do seu papel”, explica D. Ildo Fortes em entrevista à Renascença.

Além disso, o Bispo do Mindelo sublinha que “a Igreja tem uma presença nesta nação já secular, o país nasceu há trinta e tal anos, a Igreja católica encontra-se aqui há 500 anos, e com um trabalho notório a nível social, de educação, formação dos quadros superiores. É bom que se reconheça que a identidade cabo-verdiana é uma identidade que tem fortes matizes cristãs”.

A Concordata vai regular as relações entre a Igreja e o Estado ao nível da saúde, da fiscalidade e da acção social e da educação e pode mesmo abrir portas à criação de uma universidade católica.

Para o Bispo D. Ildo Fortes o acordo só traz vantagens: “É uma grande mais-valia quer para o Estado cabo-verdiano, quer para a Igreja católica. Para nós porque será um reconhecimento jurídico da pessoa da Igreja. Será muito mais fácil nós dirigirmo-nos às entidades públicas, questões financeiras, câmaras, governo, reconhecer as dioceses, as paróquias, as instituições da Igreja.”

Além disso, “abrem-se portas para uma cooperação. Nos diversos níveis do ensino, básico e secundário, a Igreja poderá marcar presença com o ensino das aulas de religião e moral. A assistência (religiosa) aos hospitais, aos nossos doentes, aos nossos militares também. Abrem-se portas para a possibilidade de uma universidade católica no nosso país. O próprio Estado cabo-verdiano tem manifestado interesse em que pudesse haver uma instituição ligada ao ensino superior por parte da Igreja”.

“O desemprego é um flagelo grande”
D. Ildo diz que a situação económica do país melhorou nos últimos anos, mas a pobreza continua a aumentar. O que vale a muitos é a ajuda que recebem de familiares que vivem noutros países. O desemprego continua a atingir sobretudo os mais jovens.

“Cabo Verde encontra-se já classificado como país de desenvolvimento médio, mas os casos de pobreza continuam também. Nós temos gente que vive bem, temos ricos, e temos os que são pobres. O desemprego é um flagelo grande”, explica o Bispo do Mindelo.

O país tem “um índice de juventude muito elevado, o que é uma coisa bonita e é uma riqueza para um país, o que acontece é que muitos destes jovens terminam o seu curso e não têm emprego, não têm ocupação, e isso é muito grave”, lamenta.

Cabo Verde, diz D. Ildo Fortes, “continua a viver em grande medida dos apoios do exterior”. “São muito mais os cabo-verdianos que se encontram na diáspora trabalhando do que aqueles que estão aqui. Temos em Cabo Verde cerca de 500 mil habitantes, mas um milhão, ou mais, encontra-se fora, na América, Portugal, França, Luxemburgo, em Itália. E muitas famílias vivem é com os recursos, a ajuda externa que chega.”

Formar novos padres é prioritário
A formação de novos padres foi uma das prioridades que definiu quando foi eleito Bispo do Mindelo. Dois anos depois, D. Ildo Fortes fala com esperança do futuro da Igreja em Cabo Verde, que tem 10 seminaristas a estudar em Portugal e vai ordenar em breve três sacerdotes.

“Eu daqui a poucas semanas vou ordenar três padres, são os primeiros desde que vim para o Mindelo. Os nossos seminaristas que foram para o seminário e estudam em Portugal, em Évora e em Lisboa, vamos agora no meses de Junho e Julho ordenar os primeiros dessa fornalha, e no próximo ano virão outros três”, explica.

Embora D. Ildo Fortes lamente que o país não tenha “sacerdotes suficientes”, considera que “o trabalho vocacional que se tem feito, e aqueles que virão proximamente, vão-nos deixar numa situação muito mais confortável”.

Escolha de novo Patriarca é a mais acertada
Antigo padre da diocese de Lisboa, D. Ildo Fortes comenta a recente escolha de D. Manuel Clemente para novo Patriarca como a mais acertada.

“Penso que D. Manuel Clemente era o Bispo que estava no coração do clero de Lisboa. Foi meu professor na Universidade Católica, foi meu reitor no seminário dos Olivais, somos muitos amigos. Foi um dos Bispos que me consagrou, há dois anos, e eu penso que D. Manuel Clemente sendo um filho de Lisboa, tendo sido padre em Lisboa, tendo sido bispo auxiliar durante alguns anos e sendo Lisboa uma capital e uma diocese muito complexa e grande, que é a pessoa mais acertada, a meu ver, para suceder ao Patriarca Emérito”.

“Pessoalmente, estou muito feliz, já lhe apresentei as minhas felicitações. Conheço muitas pessoas em Lisboa, muitos leigos com quem vou falando, e outros sacerdotes, e sei que estão encantados com esta nomeação de D. Manuel Clemente”, revela o Bispo do Mindelo.
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sábado, 8 de junho de 2013

recado

Prezados amigos estou chegando hoje da visita que fiz aos quilombos do Vale do Ribeiro, começarei a escrever somente na quarta feira que vem. Abraços a todos por enquanto


Manoel Messias Pereira
aguarde.

terça-feira, 4 de junho de 2013

Théo de Barros

Oxalá


Um espaço pra sonhar
na ternura de um violão

Sejas bem vindo


Tela da Reflexão.

Fatos Históricos importantes do dia 4 de junho

Pierre Joseph Proudhon

Em 4 de junho de 1852 - Pierre Joseph Proudhon um dos trinta opositores à Constituição Francesa, saia da prisão. Ele que fora detido em 7 de junho de 1849 em Sante Pelagie, saiu em 4 de junho de 1852, enquanto esteve encarcerado escreveu "Confessions d'um revoluionnaire, Lídée générale de La Revolution au XIX siecle e La Philosophie du Progrès"
João Cândido Felisberto


Elis Regina de João Bosco
e a justa homenagem a João Cândido Felisberto
Em 4 de junho de 1880 - Nasceu João Cândido Felisberto, o "Almirante Negro", que em 1910 influenciado por movimentos de insurreição de marinheiros na Inglaterra e Rússia (Encoraçados do Potenkim) que exigiam melhores condições de trabalho, João Cândido liderou no Brasil a Revolta da Chibata. Na qual lutava pelo fim da hedionda prática das chibatadas nos marinheiros aplicadas pelos oficiais e que legalmente estava abolida por lei 20 anos antes.
Oduvaldo Viana Filho
o Vianinha

peça de Vianinha
Em 4 de junho de 1936 - Nasceu Oduvaldo Viana Filho, teatrólogo ligado ao PCB, e que faleceu aos 36 anos de vida.
Jorge Manuel de Abreu Palma

Em 4 de junho de 1950 - Nasceu o compositor português Jorge Manuel de Abreu Palma

Angela Davis


Em 4 de junho de 1972 -  Movimento de Solidariedade Mundial liberta a ativista do Movimento negro norte americano Ângela Davis
Em 4 de junho de 1977 - Encontro Nacional dos Estudantes -UNE, foi reprimido em Belo Horizonte e 800 jovens são presos.
Em 4 de junho de 1982 - Teve início o Dia Internacional das Crianças Vítimas inocentes de Agressões, conforme Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas.
Em 4 de junho de 1989 - Eleições na Polônia, o Partido Comunista Polonês, teve sua derrota nas urnas, surgia o Solidaried, com apoio inclusive de Carol Woityla, que tornou-se mais tarde o papa João Paulo II.



Em 4 de junho de 1989 - Depois de acampados, na Praça da Paz Celestial na China, como conhecemos, estudantes universitários, intelectuais e trabalhadores que reivindicavam liberdade política, o governo chinês, resolveu fazer o desfecho enviando tropas com canho~es e tralhadoras, massacrando mais de 2000 pessoas.
Raul Indipwo

Em 4 de junho de 2006 - Faleceu Raul Indipwo, cantor e músico angolano

Em 4 de junho de 2011 - Aconteceu o 2.Encontro do Anima ou seja de Marionetes em Portugal em Évora.
Em 4 de junho de 2012 - A Comissão de Direitos Humanos e Minorias - CDHM realizou uma audiência pública no Quilombo Rio dos Macacos, localizada em Simões Filho-BA, para acampar o conflito territorial instalado com a Marinha do Brasil e apurar as constantes denúncias de violações de direitos humanos contra esses povos quilombolas.

Escritora conta estória angolanas na Escola Americana

Portugal
Cremilda de Lima

Escritora conta estórias angolanas na Escola Americana

Luanda - A escritora angolana Cremilda de Lima contou estórias angolanas às crianças do 3º, 4º e 5ºanos da Escola Americana de Lisboa (CAISL), num acto que encerrou a II Quinzena Cultural Africana da referida escola.

Cremilda de Lima contou sexta-feira, durante uma hora, as estórias dos seus livros “O Maboque Mágico” e “O Imbondeiro que Queria Ser Árvore de Natal”, realçando o lugar dos mais velhos na cultura angolana como fonte de sabedoria e de transmissão dos valores morais e éticos da sociedade.

Ao contar a estória do “Imbondeiro Que Queria Ser Árvore de Natal”, sublinhou a importância de cada sociedade preservar e promover a sua cultura, respeitando as outras, enfatizando que ”esta é a razão me trouxe “ à CAISL.

A escritora que mostrou maboques e mucuas que trouxe de Angola às mais de cem crianças presentes falou da solidariedade africana, da flora e fauna angolanas, explicando como a palanca negra gigante se tornou o símbolo da companhia aérea de bandeira, a TAAG e da selecção nacional de futebol de Angola, durante uma sessão de autógrafos de seus livros, uma oferta do Ministério angolano da Cultura.

Para a Katie Morris, directora do Elementary (básico), a iniciativa é muito “enriquecedora para a Escola e os alunos” que puderam aprender o que é e qual o papel desempenhado pelo Soba, coisas da mitologia nacional como a Kianda ou como é ser Kota em Angola.

Orientados pelas professoras de português Dulce Lopes e Magda Coimeira, os alunos já tinham lido em aula um outro conto da escritora “ a Viagem do Pai Natal”, que figura entre os livros oferecidos pelo Ministério angolano da Cultura, na I Quinzena.

Antes de Cremilda de Lima, também enquadrado na referida Quinzena, o poeta cabo – verdiano , José Luís Hopffer Almada, numa palestra para 9º e 10ºanos sobre “Como fazer poesia”, enumerou as condições necessárias para se escrever poesia, sublinhando a inspiração, conhecimento profundo de poesia e domínio da língua.

Falou do seu percurso, da importância da diáspora na literatura cabo-verdiana, dos processos políticos de Cabo Verde e da luta de libertação dos povos das ex-colónias portuguesas que contribui para o 25 de Abril (Revolução dos Cravos) em Portugal.

Os alunos que já tinham analisado em aula com as professoras de português Gisel Teixeira e Rita Ribeiro cinco poemas do autor, mostraram-se muito interessados em saber mais sobre a realidade do arquipélago.

A Quinzena, iniciada com a pintura do quadro “Paz, Amor e Pão” que deu título a exposição de pintura de Ângelo de Carvalho (Angola), Chicorro e Suzy Bila (Moçambique), Ismael Sequeira (São Tomé e Príncipe) e David Levy Lima (Cabo Verde) e vários desenhos sobre África, de alunos da escola, envolveu cores, sabores, ritmos e letras do G5 (Angola, Cabo Verde, Guiné Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe .

Durante três dias, num acto de solidariedade, Ângelo de Carvalho pintou, com os alunos do Elementary da CAISL, o referido quadro a ser leiloado a favor da UNICEF, em resposta ao apelo daquele organismo da ONU, visando angariar mil milhões de euros para salvar crianças em risco de morrer à fome em África, numa iniciativa promovida pela Jornalista e socióloga angolana Luzia Moniz.

No lanche, realizado terça-feira às crianças e pessoal docente puderam saborear a queijada de coco e o miconde de Angola, o couscous e os pastéis de atum de Cabo Verde, as filhós de banana e os pastéis de peixe da Guiné-bissau, o doce de mandioca de Moçambique, bolo de jaca e os pastéis de fubá de São Tomé e Príncipe acompanhados da Kissangua de mucua (Angola e Guiné-Bissau).

Entre os apoiantes do evento destacam-se o Ministério angolano da Cultura, a TAAG e a Câmara de Comércio e Indústria de Angola (CCIA).

Fundada há 57 anos, a CAISL, considerada uma escola de excelência com um ensino personalizado do pré-primário ao 12º ano, tem uma comunidade escolar oriunda de todos os continentes, abarcando mais de 30 nacionalidades, entre as quais algumas africanas, onde se inclui a angolana.

É a única escola em Portugal que conta com o apoio de Departamento de Estado e apoio directo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que assina os diplomas dos melhores alunos



É a única escola em Portugal que conta com o apoio de Departamento de Estado e apoio directo do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que assina os diplomas dos melhores alunos.










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Filologia e Língua Portuguesa



Filologia e Língua Portuguesa
Por Da Redação - agenusp@usp.br
 
A Área de Filologia e Língua Portuguesa da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP convida para as próximas palestras do Grupo de Morfologia Histórica do Português (GMHP), no dia 5 de junho, às 13 horas.

A primeira palestra será “Analogia como fenômeno linguístico e conceito teórico”, com Antônio Fernandes Góes Neto & Marcel Tardowsky, seguida por “Estrutura em diacronia: a semântica geradora”, com o professor Clóvis Luiz Alonso Júnior.

As atividades são gratuitas e abertas aos interessados, sem necessidade de inscrição. O endereço é Av. Prof. Luciano Gualberto, 403, Cidade Universitária, São Paulo. O evento ocorre no Prédio dos departamentos de Letras, na sala 266.

Mais informações: e-mail gmhp@usp.br;  site http://www.usp.br/gmhp/Reun.html

Premiê rejeita "Primavera turca" e acirra disputa política na Turquia

Premiê rejeita 'Primavera turca' e acirra disputa política na Turquia



Protestos começaram por causa de um parque e se espalharam pelo país
O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta segunda-feira que os quatro dias de protestos contra o governo não são uma "Primavera turca".
Em uma coletiva de imprensa antes de viajar para o Marrocos, ele afirmou que os protestos foram organizados por extremistas e acusou a oposição de provocar "os seus cidadãos".
Análise: A esperança em Istambul

Paul Mason
Enviado da BBC a Istambul
Para qualquer estudante de história social, a visão de uma classe média urbana usando as mãos para retirar pedras da calçada, formar uma cadeia humana e empilhá-las para fazer uma barricada de um metro remete às palavras "Comuna de Paris".

Foi o que eu vi nas ruas ao redor do Estádio de Besiktas na noite passada, e as comparações são nefastas.
Eu cobri o Syntagma, em Atenas, os protestos Occupy e as manifestações na praça Tahrir, no Cairo, mas isso é diferente de todos eles. Primeiro, é sólido: os números apequenam qualquer episódio isolado de agitação na Grécia.

Em segundo lugar, a abrangência do apoio social - dentro do território urbano de Istambul - é maior do que na Grécia e próxima do Egito.

Na Grécia, a classe média urbana estava dividida; aqui na Turquia, a classe média secular está nas ruas com força, unida sobre divisões políticas e disputas de futebol.

É a "Praça Tahrir" da Turquia? Não se os trabalhadores não se juntarem: o país tem um grande movimento trabalhista e segunda-feira é um dia de trabalho, então veremos. Mas é certamente algo maior do que a uma versão turca do Occupy.

A oposição sabe que é fraca, que não tem liderança e não quer uma, e a estratégia oficial se relaciona ao parque Gezi e à brutalidade policial ─ enquanto a esperança que acende os olhos das pessoas com máscaras é se livrar de Erdogan e fazer da Turquia uma democracia secular.

A Comuna de Paris, em 1871, foi estudada pelos revolucionários como um exemplo do que não fazer. O movimento era isolado do resto da França, que votava nos conservadores; não sabia o que queria; aproveitou sua aparente liberdade e foi esmagado.

Ao ler o pedido do Departamento de Estado americano para que o premiê Recep Tayyip Erdogan "se contenha", acho que é possível que a comparação também tenha sido feita por outras pessoas.

Internacional
Os protestos começaram como uma iniciativa para impedir a derrubada do parque Gezi, em Istambul, para a construção de um centro comercial.
No entanto, as manifestações se transformaram em protestos contra o governo em todo o país. Ativistas se enfrentaram novamente com a polícia na segunda-feira após novos episódios de violência durante a noite.
A polícia usou gás lacrimogêneo contra um grupo de manifestantes que ia para o gabinete do primeiro-ministro em Istambul, segundo a agência de notícias Dogan.
"Há aqueles que comparecem aos eventos organizados por extremistas. Isso não é mais relacionado ao parque Gezi. Estes são eventos organizados com afiliações na Turquia e fora", disse o primeiro-ministro, durante uma entrevista pela televisão.

"O principal partido de oposição, CHP, provocou meus cidadãos inocentes. Os que produzem notícias (e) chamam esses eventos de Primavera turca não conhecem a Turquia."
A retórica agressiva de Erdogan contrasta com o tom adotado pelo presidente turco, Abdullah Gul, que pediu calma e defendeu o direito dos manifestantes de protestar pacificamente.
Tido como mais conciliador, Gul vem se afastando de seu ex-aliado Erdogan, e o racha foi evidenciado pelos protestos atuais e com a aproximação das eleições presidenciais do país, explica Cagil Kasapoglu, do Serviço Turco da BBC.

'Autoritário'
Os manifestantes dizem que o governo turco tem se tornado cada vez mais autoritário.
Correspondentes da BBC dizem que os manifestantes turcos temem que o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), de Erdogan, esteja tentando impor valores conservadores islâmicos no país, que é oficialmente secular, e infringindo suas liberdades individuais.
De acordo com as autoridades, mais de 1,7 mil pessoas foram presas em protestos em 67 cidades, mas muitas já foram liberadas.

Na noite de domingo, a Casa Branca disse em um comunicado que ambos os lados deveriam "acalmar a situação" e reafirmou que manifestações pacíficas são "parte da expressão democrática".
Os EUA já haviam criticado as forças de segurança turcas por sua resposta inicial aos protestos.

Hospitais improvisados

Durante a noite, manifestantes no bairro de Besiktas, em Istambul, tiraram pedras do pavimento para construir barricadas e a polícia respondeu com gás lacrimogêneo e canhões de água.

Mesquitas, shoppings e uma universidade em Besiktas foram transformados em hospitais improvisados para os feridos durante os protestos de domingo à noite.
Milhares de pessoas participaram dos protestos do lado de fora do estádio de futebol de Besiktas, que foi recentemente desativado.

Também houve tumultos na capital, Ancara, e na cidade costeira de Izmir, no oeste, assim como em Adana, no sul, e Gaziantep, no sudeste.
Na semana passada, o governo aprovou uma lei proibindo a venda e a propaganda de bebidas alcoólicas.
Erdogan disse que os manifestantes são antidemocráticos e foram provocados pelo Partido Popular Republicano (CHP), de oposição.


segunda-feira, 3 de junho de 2013

Rita Ribeiro

Rita Rieiro
A vida é uma plena revelão
temos que ter nela
o espaço pra eterna
reflexão.


Obrigado

Manoel Messias Pereira

Fatos Históricos importantes para o dia 3 de junho

José Lins do Rego

Em 3 de junho de 1901 - Nasceu o escritor brasileiro José Lins do Rego, autor de "Menino do Engenho".
Josephine Backer

Em 3 dejunho de 1906 - Nasceu Josephine Backer, cantora, atriz e dançarina norte americana
Em 3 de junho de 1907 - A II Duna do Estado russo foi dissolvida pelo governo czarista num golpe de Estado. E em seguida houve a publicação de uma nova Lei sobre as eleições para a III Duma do Estado. Assim podemos afirmar que o governo violou o seu próprio Manifesto de 17 de outubro de 1905.
João Saldanha

Em 3 de junho de 1917 - Nasceu João saldanha, tecnico da seleção brasileira de futebol, jornalista e Membro do Partido Comunista, tendo sido por três vezes o secretário político.
Franz Kafka

Em 3 de junho de 1924 - Faleceu num sanatório em Kierling na Áustria o escritor checo Franz Kafka.
Allen Gisberg


Em 3 de junho de 1926 Nasceu em Nova Jersey, Allen Gisberg, o maior poeta americano do seculo XX. Era do movimento da geração Beat.
Rau de Castro

Em 3 de junho de 1931 - Nasceu o atual presidente da República de Cuba, Raul de Castro.
Antonio Pitanga
Em 3 de junho de 1938 - Nasceu o ator brasileiro Antonio Pitanga
Em 3 de junho de 1964 - Diversos cidadão brasileiros assinaram um Manifesto protestando e condenando  a política colocada em prática por Humberto de Alencar Castelo Branco
Em 3 de junho de 1996 - O Movimento sem Terra ocupou a sede do Incra na Bahia.
Em 3 de junho de 2009 - A Organização dos estados Americanos OEA aprovou por consenso a anulação da Resolução de 1962 que expulsava a Ilha da organização No ato de expulsão o fato ocorreu, graças a pressão feita pelos Estados Unidos da América.

Inscrição para o Prêmio Itaú-Unicef vão até 17 de junho

Inscrições para o Prêmio Itaú-Unicef vão até 17 de junho



Educação integral: Crer e fazer é o tema desta edição, que estimula, além da reflexão, a prática de ações educativas inovadoras que transformaram a vida das comunidades



São Paulo, 1º de junho de 2013 – Os representantes de organizações com projetos socioeducativos que ainda não inscreveram suas ONGs para participar da 10ª Edição do Prêmio Itaú-Unicef têm mais uma oportunidade: as inscrições foram prorrogadas até dia 17 de junho. Podem ser inscritos projetos que desenvolvem ações socioeducativas, de atendimento direto a crianças, adolescentes e jovens, planejados e executados por organizações da sociedade civil, sem fins lucrativos, constituídas e com sede no território nacional.

A iniciativa da Fundação Itaú Social e do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) tem como objetivo reconhecer e incentivar o trabalho de ONGs que contribuam, em articulação com políticas públicas de educação e assistência social, para ampliar a aprendizagem de crianças, adolescentes e jovens. As inscrições podem ser efetuadas por meio do site www.premioitauunicef.org.br.

Criado em 1995, com coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), o prêmio é pioneiro ao estimular experiências de educação integral no Brasil. Educação integral: Crer e fazer é o tema desta edição, que estimula, além da reflexão, a prática de ações educativas inovadoras que transformaram a vida das comunidades.

A avaliação dos projetos será realizada por região, em oito polos: São Paulo (Região Metropolitana e litoral do Estado de São Paulo), Bauru (interior do Estado de São Paulo), Belo Horizonte (Minas Gerais), Goiânia (Região Centro-Oeste), Belém (Região Norte), Porto Alegre (Região Sul), Salvador (Região Nordeste) e Rio de Janeiro (Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo).

Cada ONG pode inscrever um ou mais projetos de ações socioeducativas com crianças, adolescentes e jovens, de 6 a 18 anos, em condições de vulnerabilidade socioeconômica. A ficha de inscrição contém perguntas sobre a gestão política, financeira e técnica das instituições, além das questões específicas sobre os projetos. A análise das respostas será fundamentada num conjunto de indicadores que possibilita avaliar as ações oferecidas.

O processo seletivo dos projetos inscritos será dividido em seis etapas. A primeira vai verificar a estrita compatibilidade das organizações e seus respectivos projetos com o regulamento do prêmio. Em seguida, as ONGs serão agrupadas regionalmente e por porte financeiro: micro, pequeno, médio e grande. Essa divisão em categorias possibilita uma avaliação mais equânime.

Na fase seguinte, será efetuada uma seleção regionalizada de até 160 projetos semifinalistas em todo o País, até 20 por regional (cinco de cada porte).

Na etapa seguinte, a ser realizada em outubro, após reavaliação de profissionais dos comitês técnicos regionais, serão indicados até 32 projetos finalistas, um de cada porte por regional. Esses finalistas, após receber visita técnica e ser ratificados, serão considerados vencedores regionais e cada um receberá R$ 25 mil.

Na etapa final, as organizações responsáveis pelos quatro projetos vencedores nacionais receberão mais R$ 100 mil cada. Haverá ainda um grande vencedor, cujo valor do prêmio será de R$ 225 mil. A premiação nacional será realizada em novembro.

Formação de educadores – O processo de premiação do Prêmio Itaú-Unicef é feito nos anos ímpares. Nos pares, são realizados encontros presenciais e seminários para que as organizações participantes do prêmio ampliem o debate sobre educação integral, socializem as práticas que empregam com seus respectivos públicos e formem redes sociais. A novidade desta edição é que as ONGs classificadas já iniciam a formação em agosto, em temas definidos a partir dos projetos inscritos. A essa formação presencial somam-se os cursos a distância, dos quais participam especialistas, agentes públicos, educadores e gestores de projetos envolvidos com as questões da educação integral e inclusão social de crianças e adolescentes.

O regulamento e a ficha de inscrição estão disponíveis no site www.premioitauunicef.org.br.

Outras informações pelo 0800 701 7104.






domingo, 2 de junho de 2013

Rosa Maria Martelo vence Prêmio de Ensaio Eduardo Prado Coelho


Rosa Maria Martelo

VALE DO AVE


autor
Redacção

A escritora Rosa Maria Martelo é a vencedora do Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho, promovido pela Câmara Municipal de Vila Nova de Famalicão em parceria com a Associação Portuguesa de Escritores (APE). O prémio, no valor de 7.500 euros, foi atribuído ao livro 'O Cinema da Poesia'. De acordo com a APE a deliberação do júri, constituído por Clara Rocha, José Cândido Martins e José Carlos Seabra Pereira, foi 'unânime'.

O prémio, instituído 2010, distingue, anualmente, uma obra de ensaio literário, publicada em livro.
“Trata-se de um gesto de homenagem ao grande ensaísta Eduardo Prado Coelho, falecido em 2007, que doou ao nosso município o seu espólio bibliográfico de 12.500 títulos que está disponível para consulta na Biblioteca Municipal Camilo Castelo Branco”, explica a propósito o presidente da Câmara Municipal, Armindo Costa.

A data da cerimónia de entrega do prémio será divulgada oportunamente.

Rosa Maria Martelo é professora na Faculdade de Letras da Universidade do Port

 o e Investigadora do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa. Segundo informação que consta do seu portal, este instituto tem como domínios de investigação principais a Literatura Portuguesa Moderna e Contemporânea, as Poéticas dos Séculos XIX, XX e XXI e a Literatura Comparada.

Rosa Maria Martelo é autora, entre outros, de 'Carlos de Oliveira e a Referência em Poesia', 'Em Parte Incerta. Estudos de Poesia Portuguesa Contemporânea' e de 'A Porta de Duchamp', além de colaboradora de diversas publicações, nomeadamente Relâmpago, Colóquio-Letras, Santa Barbara Portuguese Studies, Diacrítica, Cadernos de Literatura Comparada, Rivisti di Studi Portoghesi e Brasiliani e Scripta.

Refira-se que o Grande Prémio de Ensaio Eduardo Prado Coelho já distinguiu Manuel Gusmão, pela obra 'Tatuagem Palimpsesto - Da poesia em alguns poetas e poemas', e Vítor Aguiar, pelo ensaio 'Jorge de Sena e Camões - Trinta anos de amor e melancolia'.


*** Nota do Gabinete de Comunicação da C.M. Vila Nova de Famalicão ***



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Reflexão sobre os médicos cubanos no Brasil

Elite corporativista teme que mudança do foco no atendimento abale o nosso sistema mercantil de saúde

Por  Pedro Porfírio

A virulenta reação do Conselho Federal de Medicina contra a vinda de 6 mil médicos cubanos para trabalhar em áreas absolutamente carentes do país é muito mais do que uma atitude corporativista: expõe o pavor que uma certa elite da classe médica tem diante dos êxitos inevitáveis do modelo adotado na ilha,  que prioriza a prevenção e a educação para a saúde, reduzindo não apenas os índices de enfermidades, mas sobretudo a necessidade de atendimento e os custos com a saúde.
Essa não é a primeira investida radical do CFM e da Associação Médica Brasileira contra a prática vitoriosa dos médicos cubanos entre nós. Em 2005, quando o governador  de Tocantins não conseguia médicos para a maioria dos seus pequenos e afastados municípios, recorreu a um convênio com Cuba e viu o quadro de saúde mudar rapidamente com a presença de apenas uma centena de profissionais daquele país.
A reação das entidades médicas de Tocantins, comprometidas com a baixa qualidade da medicina pública que favorece o atendimento privado, foi quase de desespero. Elas só descansaram quando obtiveram uma liminar de um juiz de primeira instância determinando em 2007 a imediata “expulsão” dos médicos cubanos.
No Brasil, o apego às grandes cidades

Dos 371.788 médicos brasileiros, 260.251 estão nas regiões Sul e Sudeste
E pelos melhores índices de saúde do Continente, diante da impossibilidade de assegurar a presença de profissionais brasileiros em mais de um milhar de municípios, mesmo com a oferta de vencimentos bem superiores aos pagos nos grandes centros urbanos.
E isso não acontece por acaso. O próprio modelo de formação de profissionais de saúde, com quase 58% de escolas privadas, é voltado para um tipo de atendimento vinculado à indústria de equipamentos de alta tecnologia, aos laboratórios e às vantagens do regime híbrido, em que é possível conciliar plantões de 24 horas no sistema público com seus consultórios e clínicas particulares, alimentados pelos planos de saúde.
Mesmo com consultas e procedimentos pagos segundo a tabela da AMB, o volume de  clientes é programado para que possam atender no mínimo dez por turnos de cinco horas. O sistema é tão direcionado que na maioria das especialidades o segurado pode ter de esperar mais de dois meses por uma consulta.
Além disso, dependendo da especialidade e do caráter de cada médico, é possível auferir faturamentos paralelos em comissões pelo direcionamento dos exames pedidos como rotinas em cada consulta.
Sem compromisso em retribuir os cursos públicos
Há no Brasil uma grande “injustiça orçamentária”: a formação de médicos nas faculdades públicas, que custa muito dinheiro a todos os brasileiros, não presume nenhuma retribuição social, pelo menos enquanto  não se aprova o projeto do senador Cristóvam Buarque, que obriga os médicos recém-formados que tiveram seus cursos custeados com recursos públicos a exercerem a profissão, por dois anos, em municípios com menos de 30 mil habitantes ou em comunidades carentes de regiões metropolitanas.
Cruzando informações, podemos chegar a um custo de R$ 792.000,00 reais para o curso de um aluno de faculdades públicas de Medicina, sem incluir a residência. E se considerarmos o perfil de quem consegue passar em vestibulares que chegam a ter 185 candidatos por vaga (UNESP), vamos nos deparar com estudantes de classe média alta, isso onde não há cotas sociais.
Um levantamento do Ministério da Educação detectou que na medicina os estudantes que vieram de escolas particulares respondem por 88% das matrículas nas universidades bancadas pelo Estado. Na odontologia, eles são 80%.
Em faculdades públicas ou privadas, os quase 13 mil médicos formados anualmente no Brasil não estão nem preparados, nem motivados para atender às populações dos grotões. E não estão por que não se habituaram à rotina da medicina preventiva e não aprenderam como atender sem as parafernálias tecnológicas de que se tornaram dependentes.
Concentrados no Sudeste, Sul e grandes cidades
Números oficiais do próprio CFM indicam que 70% dos médicos brasileiros concentram-se nas regiões Sudeste e Sul do país. E em geral trabalham nas grandes cidades.  Boa parte da clientela dos hospitais municipais do Rio de Janeiro, por exemplo, é formada por pacientes de municípios do interior.
Segundo pesquisa encomendada pelo Conselho,  se a média nacional é de 1,95 médicos para cada mil habitantes, no Distrito Federal esse número chega a 4,02 médicos por mil habitantes, seguido pelos estados do Rio de Janeiro (3,57), São Paulo (2,58) e Rio Grande do Sul (2,31). No extremo oposto, porém, estados como Amapá, Pará e Maranhão registram menos de um médico para mil habitantes.
A pesquisa “Demografia Médica no Brasil” revela que há uma forte tendência de o médico fixar moradia na cidade onde fez graduação ou residência. As que abrigam escolas médicas também concentram maior número de serviços de saúde, públicos ou privados, o que significa mais oportunidade de trabalho. Isso explica, em parte, a concentração de médicos em capitais com mais faculdades de medicina. A cidade de São Paulo, por exemplo, contava, em 2011, com oito escolas médicas, 876 vagas – uma vaga para cada 12.836 habitantes – e uma taxa de 4,33 médicos por mil habitantes na capital.
Mesmo nas áreas de concentração de profissionais, no setor público, o paciente dispõe de quatro vezes menos médicos que no privado. Segundo dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar, o número de usuários de planos de saúde hoje no Brasil é de 46.634.678 e o de postos de trabalho em estabelecimentos privados e consultórios particulares, 354.536.Já o número de habitantes que dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) é de 144.098.016 pessoas, e o de postos ocupados por médicos nos estabelecimentos públicos, 281.481.
A falta de atendimento de saúde nos grotões é uma dos fatores de migração. Muitos camponeses preferem ir morar em condições mais precárias nas cidades, pois sabem que, bem ou mal, poderão recorrer a um atendimento em casos de emergência.
A solução dos médicos cubanos é mais transcendental pelas características do seu atendimento, que mudam o seu foco no sentido de evitar o aparecimento da doença.  Na Venezuela, os Centros de Diagnósticos Integrais espalhados nas periferias e grotões, que contam com 20 mil médicos cubanos, são responsáveis por uma melhoria radical  nos seus índices de saúde.
Cuba é reconhecida por seus êxitos na medicina e na biotecnologia
Em  sua nota ameaçadora, o CFM afirma claramente que confiar populações periféricas aos cuidados de médicos cubanos é submetê-las a profissionais não qualificados. E esbanja hipocrisia na defesa dos direitos daquelas pessoas.
Não é isso que consta dos números da Organização Mundial de Saúde.  Cuba, país submetido a um asfixiante bloqueio econômico, mostra que nesse quesito é um exemplo para o mundo e tem resultados melhores do que os do Brasil.

Quando esteve em Cuba, em 2003, a deputada Lilian Sá
foi conhecer com outros parlamentares o médico de família,
uma equipe residente no próprio conjunto habitacional
Graças à sua medicina preventiva, a ilha do Caribe tem a taxa de mortalidade infantil mais baixa da América e do Terceiro Mundo – 4,9 por mil (contra 60 por mil em 1959, quando do triunfo da revolução) – inferior à do Canadá e dos Estados Unidos. Da mesma forma, a expectativa de vida dos cubanos – 78,8 anos (contra 60 anos em 1959) – é comparável a das nações mais desenvolvidas.
Com um médico para cada 148 habitantes (78.622 no total) distribuídos por todos os seus rincões que registram 100% de cobertura, Cuba é, segundo a Organização Mundial de Saúde, a nação melhor dotada do mundo neste setor.
Segundo a New England Journal of Medicine, “o sistema de saúde cubano parece irreal. Há muitos médicos. Todo mundo tem um médico de família. Tudo é gratuito, totalmente gratuito. Apesar do fato de que Cuba dispõe de recursos limitados, seu sistema de saúde resolveu problemas que o nosso [dos EUA] não conseguiu resolver ainda. Cuba dispõe agora do dobro de médicos por habitante do que os EUA”.
O Brasil forma 13 mil médicos por ano em  200 faculdades: 116 privadas, 48 federais, 29 estaduais e 7 municipais. De 2000 a 2013, foram criadas 94 escolas médicas: 26 públicas e 68 particulares.
Formando médicos de 69 países

Estudantes estrangeiros na Escola Latino-Americana de Medicina
Em 2012, Cuba, com cerca de 13 milhões de habitantes, formou em suas 25 faculdades, inclusive uma voltada para estrangeiros, mais de 11 mil novos médicos: 5.315 cubanos e 5.694 de 69 países da América Latina, África, Ásia e inclusive dos Estados Unidos.
Atualmente, 24 mil estudantes de 116 países da América Latina, África, Ásia, Oceania e Estados Unidos (500 por turma) cursam uma faculdade de medicina gratuita em Cuba.
Entre a primeira turma de 2005 e 2010, 8.594 jovens doutores saíram da Escola Latino-Americana de Medicina. As formaturas de 2011 e 2012 foram excepcionais com cerca de oito mil graduados. No total, cerca de 15 mil médicos se formaram na Elam em 25 especialidades distintas.
Isso se reflete nos avanços em vários tipos de tratamento, inclusive em altos desafios, como vacinas para câncer do pulmão, hepatite B, cura do mal de Parkinson e da dengue.  Hoje, a indústria biotecnológica cubana tem registradas 1.200 patentes e comercializa produtos farmacêuticos e vacinas em mais de 50 países.
Presença de médicos cubanos no exterior
Desde 1963,  com o envio da primeira missão médica humanitária à Argélia, Cuba trabalha no atendimento de populações pobres no planeta. Nenhuma outra nação do mundo, nem mesmo as mais desenvolvidas, teceu semelhante rede de cooperação humanitária internacional. Desde o seu lançamento, cerca de 132 mil médicos e outros profissionais da saúde trabalharam voluntariamente em 102 países.
No total, os médicos cubanos trataram de 85 milhões de pessoas e salvaram 615 mil vidas. Atualmente, 31 mil colaboradores médicos oferecem seus serviços em 69 nações do Terceiro Mundo.
No âmbito da Alba (Aliança Bolivariana para os Povos da Nossa América), Cuba e Venezuela decidiram lançar em julho de 2004 uma ampla campanha humanitária continental com o nome de Operação Milagre, que consiste em operar gratuitamente latino-americanos pobres, vítimas de cataratas e outras doenças oftalmológicas, que não tenham possibilidade de pagar por uma operação que custa entre cinco e dez mil dólares. Esta missão humanitária se disseminou por outras regiões (África e Ásia). A Operação Milagre dispõe de 49 centros oftalmológicos em 15 países da América Central e do Caribe. Em 2011, mais de dois milhões de pessoas de 35 países recuperaram a plena visão.
Quando se insurge contra a vinda de médicos cubanos, com argumentos pueris, o CFM adota também uma atitude política suspeita: não quer que se desmascare a propaganda contra o  regime de Havana,  segundo a qual o sonho de todo cubano é fugir para o exterior. Os mais de 30 mil médicos espalhados pelo mundo permanecem fiéis aos compromissos sociais de quem teve todo o ensino pago pelo Estado, desde a pré-escola e de que, mais do que enriquecer, cumpre ao médico salvar vidas e prestar serviços humanitários.
Fonte:  Revista Forum

Olhar as galinhas de ovos de ouro com a esperteza da Raposa

A visita da Excelentíssima Senhora Dilma Rousseff à Adis Abeba-Etiópia, quando dos 50 anos da UA-Unidade Africana, soaram para uns como a oportunidade de solidariedades, para outros a oportunidade de sermos imperialistas e tudo isto ocorrem numa perspectiva favorável economicamente para o Brasil, em relação ao sistema capitalista em que o País está inserido.

A chefe do Executivo brasileiro encontrou com o Ministro da Etiópia Hoilemariam Desalegn e trataram de acordos nas áreas de desenvolvimento agrícola, transferência de rendas e serviços no campo da educação, ciências e tecnologia.

Entre outros chefes de Estado, encontrava-se Mahamoud Ahmadnejad do Irã, e o secretário norte-americano John Kerry, que falou em nome dos Estados Unidos da América, quando coube a nossa presidente Dilma Rousseff, falar em nome de toda a América Latina.

O que desperta a curiosidade de uns acharem que a visita da senhora Dilma, foi coroada de bons princípios cristãos e solidariedade, como repartir o pão e compartilhar o milagre da fé, na ação de perdoar a dívida de US$900 milhões de dívida de 12 países africanos e o anuncio do fortalecimento da Agência Brasileira de Cooperação, que passará a coordenar as estratégias de comercio e investimentos para a África.

Já os que raciocinam como o princípio de processo imperialista econômico, entende que a Chefe do Poder Executivo no Brasil tem em sua formação acadêmica a Economia. E em 11 de maio do corrente ano, numa reportagem de Eleonora de Luana na folha de São Paulo, com o título "Políticas são capturadas pelo capital financeiro mundial" onde há uma foto de Dilma Rousseff e o ministro Guido Mantega, onde há uma fala do filósofo Alysson Leandro Mascaro em que ele afirma "Há quem tenha esperança nas crises. Não é o meu caso. Elas tem servido apenas para um rearranjo das mesmas formas sem superá-las. O capital se revigora quando abalado neste contexto presente."

E pra acrescentar a Revista Fobes publica em 23 de abril de 2013, apud.ao Diário da Região de São José do Rio Preto-SP., que Dilma Rousseff é considerada hoje a 2a. mulher mais poderosa do planeta, num texto intitulado "The word"s 100 Most Powerful Womem". E é neste contexto que ela viaja para a África.

Enquanto isto, podemos afirmar que a presidente faz de conta que não toma conhecimento do bloco "Aliança do Pacífico" que se firma na América em oposição ao Mercosul. No mesmo contexto econômico em que está havendo uma necessidade de desaceleração da economia da China, enquanto que os Estados Unidos tenta retomar a economia. Com isto podemos crer que as maiores economias vão seguindo em caminhos opostos. E em termos capitalistas o Brasil até pode deparar com algumas dificuldades, como aos poucos os índices da industria brasileira comparados com 2008 se alterou e a dívida destas industrias que era de US$63 bilhões foi para  US$65 bilhões. E é neste contexto que ela fala do perdão da dívida.

Enquanto que a Unidade Africana está discutindo em como conter o foco de manifestações e rebeliões que pode ter um caráter nacionalista mas também pode ser instigado por países desenvolvidos que desejam, queimar a munição, explodir um pouco de bombas enfim estabelecer o giro do capital para as industrias bélicas uma vez que tudo é comércio é negócio e a ideia é a criação de uma força militar para lidar com as reações rápidas, para lidar com as emergências regionais. Pois mais incrível que pareça a UA-Unidade Africana, foi incapaz de controlar os golpes militares de Guiné Bissau, do Mali e nem as ofensivas dos grupos islâmicos do Mali e da Nigéria.

Desta forma a visita da Sra.Rousseff, remete-nos a fábula do escritor Esópo, nascido em Trácia no final do Século VII e que segundo Aristóteles foi escravo de Jádmon em Samos, mas que escreveu "A galinha dos Ovos de Ouro". Se traçarmos um estudo comparativo, vamos dizer que perdoar a dívida dos Estados Emergentes é para preservá-los, como possível consumidores, pois com certeza os juros as correções monetárias, já foram suficientes para quitar o montante. E assim a industria brasileira que reclama a queda significativa em termos de valores, pode ter os seus produtos e capitais, para o bem do consumo dos povos africanos. E isto é o princípio do imperialismo econômico, estabelecendo outros países como dependente do capital econômico, financeiro, depois culturais educacionais, científicos e assim por diante. Ou seja não se pode matar a galinha dos ovos de ouro.Com isto haverá a exploração de um homem sobre o outro e como exemplo podemos citar o que diz a ONG Human Rights Watch, que dizendo da remoção de uma comunidade em Moçambique devido as atividades de duas empresas brasileiras, deixando os moçambicanos trabalhadores, com interrupções significativas em relação a comida, a água e ao trabalho, graças a ação das empresa Vale e a do Rio Tinto que investiu US$10 bilhões nas minas na região do Teté, onde há uma das maiores reservas de carvão não exploradas do mundo. E pagaram apenas R$4000 de indenização as pessoas. Ou seja foram insensíveis, ou melhor foram pragmáticos econômicos em sugar o sangue daqueles coitados. E por meio de uma nota da empresa diz que 1365 famílias foram colocadas em dois assentamentos, ou sejas há mais gente sem estar assentadas, além do mais sem infra-estrutura até o momento.

E é esse rearrajo que diz o filósofo Alysson Mascaro, pra superar a queda dos bilhões de dólares perdidos pela industria brasileira. Ou seja é algo fantasiosos para o trabalhador, que não vai ter os seus prolemas sociais resolvidos nem do Brasil nem do Continente africano. Em outras palavras o capital é o bem do capitalista, que financiam governos, massacres, projetos de educação que não dá certo, e é pra não dá mesmo, pois seguem a máxima de Lao Tsé "instruir o povo é enfraquecer o governo". E desta forma não há uma reação popular numa perspectiva de socialização dos meios de produção, num patamar socialista.

No Brasil, a tática usada para o controle do povo são as bolsas, como bolsa gás, bolsa família, bolsa educação, ou seja o controle da miséria, através desta ração barata pra esvaziar os movimentos sociais.

Quanto a ideia da exploração de um país sobre o outro, vejo os africanos trabalhadores entre a cruz e a espada. Os países nas sua grande maioria pensam no armamento bélico pra reprimir o próprio povo. Que pode organizar-se em Igrejas, ou outros movimentos. Por certo não deve haver uma unidade política pra enfrentamento do próprio Estado. Por outro lado vemos a ideia do fogo externo provindo da ideologia capitalista e do processo imperialista econômico, que pode levar esses países a um novo processo de dívida  na equação países ricos versus países em desenvolvimentos.

E é neste contexto que entendemos a viagem de Dilma Rousseff, deixando engordar as galinhas dos ovos de ouros, assinalando os mecanismos econômicos, políticos pra manter a exploração, ou seja olhar as galinhas com a esperteza de raposa.



Manoel Messias Pereira
professor de história
poeta e cronista.

Nós, Mãe

Ah! Brancos, negros e mestiços
escaldaram o teu corpo de sensações
como o bafo quente de um vulcão maldito.
E os teus seios secaram
o teu corpo mirrou
e as pernas engrossaram
enraizando-se no teu próprio corpo.

E os teus olhos. . .

Os teus olhos perderam o brilho
ao sentirem o chicote
rasgar as carnes duras dos teus filhos.
Os teus olhos são poços de água pálida,
porque cheiraste na velha cubata
o odor intenso de uma aguardente qualquer.
Os teus olhos tornaram-se vermelhos
quando brancos, negros e mestiços instigados
pelo alcool
pelo chicote
pelo ódio
se empenharam em lutas fratricidas
e se danaram pelo mundo.

E a ti,
Oh! mãe de negros e mestiços e avó de brancos!
ficou-te esse jeito
de te perderes na beira de algum caminho
e te sentares de cabeça pendida
cachimbando e cuspindo para os lados.

Mas os teus filhos não morreram, negra velha,
que eu oiço um rio de almas reluzentes
cantando: nós não nascemos num dia sem sol.



Francisco Jose Tenreiro

poeta africano
(nascido em 1921 e falecido em 1963)


São Tomé - África

Cai a tarde

Cai a tarde
Desce o sol
Ah, se eu pudesse descer assim como o sol!

Mas eu tenho a ilusão de que meu coração é um pequeno sol.

Porque sei que ele desce
- desce pra onde não sei -
E que também arde
como o vermelho daquele sol que ao descer faz esta tarde.

E eu sinto dentro de mim
mais do que esta descida
mais do que esta chama
a esperança do outro dia
- esperança dançando entre mil cores
e que me faz sorrir o adeus da tarde.



Antenor Antonio Gonçalves

professor de filosofia, Literatura e poeta
(Unesp/Marilía-SP) aposentado

São Jose do Rio Pardo - SP 
radicado em São José do Rio Preto-SP.

Fatos Históricos importantes para o dia 2 de junho

Liga dos Comunistas

Em 2 de junho de 1847 - Teve início o último Congresso da Liga dos Justos e o Primeiro da Liga dos Comunistas.
Giuseppe Garibaldi

Em 2 de junho de 1882 - Faleceu Giuseppe Garibaldi, paladino da Independência e da Unidade da Itália.
Em 2 de junho de 1948 - Edward Benes presidente da  ex-Checoslovávia, renunciou e foi substituído 12 dias de pois por Klement Gottwald. Benes faleceu dia 3 de setembro do mesmo ano.

Ana Cristina Cesar

Em 2 de junho de 1952 - Nasceu Ana Cristina Cesar, a escritora brasileira, considerada por Heloísa Buarque de Holanda, como a mais importante poetisa depois de Cecília Meirelles
Ana Cristina Cesar suicidou-se em 1983.


Em 2 de junho de 1953 - Nikita Khruschev primeiro secretário do Partido URSS e Bulganin primeiro ministro da Iugoslávia, firmam declaração de amizade entre URSS e Iugoslávia, e alguns meses depois, dissolve-se o Cominform.
Em 2 de junho de 1965 - Soldados invadiram o CRUSP, alojamento estudantil devido a greve política da USP.

Masenate Mohato Seeiso


Em 2 de junho de 1976 - Nasceu em Mapoleng distrito de Berea,  Masenate Mohato Seeiso, conhecida também por Anna Karabo Mols'ceneng, a  atual rainha do Lesoto-África.

Caio Blat

Em 2 de junho de 1980 - Nasceu o ator brasileiro Caio Blat

Em 2 de junho de 1982 - Teve início em Cuba a Conferência dos países não alinhados.

Em 2 de junho de 1995 - Fim da greve nacional dos petroleiros. O exército ocupou as refinarias e os sindicatos receberam pesadas multas ordenadas pelo Ministério do Trabalho, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

Em 2 de junho de 2007 - Encerrou-se o V Congresso Nacional de História da Mídia em São Paulo, organizado pela Intercom - Sociedade Brasileira de Estudos Interdisciplinares da Comunicação de 31 de maio a 2 de junho de 2007.

A Ira na Turquia pode transformar em protesto nacional



Ira popular en Estambul podría convertirse en protesta nacional

 
 El primer ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, considerado uno de los políticos más populares del país, enfrenta hoy "pequeños retos" con el gradual aumento de protestas, con trasfondo político, contra la demolición de un parque de Estambul.

De hecho, el flujo en redes sociales como facebook y twitter, donde se emitieron 61 mil tuits sobre las manifestaciones contra el cierre del parque Gezi y la represión policial, parecen cambiar las cosas para el estadista, afirma la prensa turca.

Erdogan llegó a declarar al calor de las demostraciones que se iniciaron ayer en Estambul y se expandieron a esta capital y varias ciudades turcas, que la decisión del Gobierno de eliminar el único pulmón verde de esa ciudad no tenía ninguna marcha atrás.

Las reprimendas de las fuerzas antimotines contra la protesta de miles de ciudadanos en la Plaza de Taksim, cercana al citado parque, con uso de gases lacrimógenos lanzados, incluso, desde helicópteros, como afirma la cadena británica BBC, para nada favorecen al Gobierno.

Así, el empleo de cañones de agua, policía montada y gases lacrimógenos, con saldo de decenas de heridos, llevó a Erdogan a reconocer que hubo excesos, dados por "errores de procedimiento" en la actuación de las fuerzas antimotines.

El diario turco Hyrriyet Daily News indicó que miles de personas se concentraron en la calle Istikal de Estambul para protagonizar una suerte de Ocuppy turco y demandar la renuncia del jefe de Gobierno, algo que parece cambiar la tonalidad de las protestas.

Para el propio primer ministro turco, las demandas adquieren un marcado carácter ideológico y van más allá de una simple demostración pacífica contra la demolición del mencionado parque.

La prensa local comenta que uno de los motivos de la intensidad de las protestas y su posible cambio en el tema de las demandas esta dado por la insistencia del Primer Ministro en proseguir con un proyecto que lo censuró el propio consejo municipal de Estambul.

Al conocer sobre una decisión de una corte municipal para paralizar las obras de reforma del parque, el jefe de Gobierno puso en dudas los argumentos de ese órgano, al considerar que ello podría "crear más conflicto".

El presidente turco, Abdullah Gull, se vio obligado a recomendar a Erdogan y al titular del Interior, Muammar Guler, y al gobernador de la región de Estambul, Husein Ayni Mutlu, una mayor moderación en el tratamiento de esa crisis y a escuchar más opiniones diferentes.

Algunos urbanistas turcos consideran que la eliminación del parque Gezi y la construcción allí de un centro comercial al estilo de antiguas barracas otomanas en esa zona son una violación de lo aprobado en febrero del pasado año.

Los especialistas recuerdan que en ese entonces, solo se autorizó la construcción de un túnel subterráneo en el parque, pero sin mencionar nada sobre su eliminación.

El incidente ocurre en medio de los esfuerzos del primer ministro musulmán moderado de iniciar negociaciones para finalizar el conflicto interno con el Partido de los Trabajadores del Kurdistán, que desde 1984 lucha por la soberanía de unos 15 millones de kurdos.

Los sucesos en la Plaza de Taksim para nada ayudan a la consolidación nacional que busca Erdogan, en el poder desde 2003, y se convierte en base para otras acciones en su contra de la oposición, comenta la televisión capitalina.

El Hurriyet Daily News afirma que el principal dirigente de la oposición, Kemel Kilidaroglu, se reunió con los manifestantes y le prometió apoyo diario para sus acciones.

A ello se une que varios diputados del opositor Partido Republicano del Pueblo estuvieron entre las decenas de heridos en los choques de los dos últimos días en Estambul.

La plaza Taksim fue escenario en 1977 de una fuerte represión policial, con saldo de decenas de manifestantes muertos, mientras que en 2007, unas 600 personas fueron detenidas allí en demostraciones para exigir la salida del poder de Erdogan.

El jefe de Gobierno turco deberá buscar fórmulas para aplacar la ira popular en Estambul, con posibilidades de convertirse en una protesta nacional y poner en riesgo su popularidad y la estabilidad de este país euroasiático. (PL).

Manoel Messias Pereira

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