Em 02 de fevereiro de 1997, morria Chico Science, cantor e comporsito brasileiro, fundador do Movimento Musical Mangue Beat.terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Data de hoje na história
Em 02 de fevereiro de 1997, morria Chico Science, cantor e comporsito brasileiro, fundador do Movimento Musical Mangue Beat.Fala pós moderna

Neste mundo
em que a ortodoxia
liberal
não revoluciona
a linguagem
e o liberalismo
pós moderno
é como rock de garagem
faz barulho
e nada resolve,
eu ouço
a bossa nova,
em novos albus,
mas gosto mesmo de fita
anti-semitas
minha base científica
é a abrangencia
hegemônica
em que todos sabem
que o marxismo vivo
não é o fogo morto
e que a referência
leninista
durou poco
apenas setenta
anos
sei que todos
podem ter iniciativas
privadas,
mas tenho apenas
estomagos,
enquanto que muitos
fazem amor
pelo mercado
e vivem dum mito
enquanto isto
eu vejo o fato
do mundo virar
pão e circo
e há quem curte
os dois
lados,
eu vivo a busca
da transformação
pela alegria
e o discurso
da poesia.
Manoel Messias Pereira
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Pane
Um dia na história
Em 01 de fevereiro de 1984 na Praça da Sé em São Paulo, tivemos o Grande Comício das Diretas Já.
Em 01 de fevereiro de 1934, o músico ernesto Nazareth fugia do manicômio e só foi encontrado tres dias após, morto por afogamento, numa cachoeira.
Em 01 de fevereiro de 1935 Nasceu Lelia Gonzales, antropóloga e filosófa e militante do movimento negro, em Belo Horizonte - MG.
Em 01 de fevereiro de 1907 - Nasceu na cidade de Tiete, Mozart Camargo Guarnieri, musico, maestro e compositor brasileiro.
Em 01 de fevereiro de 1932 - Foi fuzilado Faramundo Marti, herói da revolução salvadorenha, também foram executados 30.000 compatriotas de Faramundo.
Em 01 de fevereiro de 1848, era lançado o Manifesto Comunista de Karl Marx e Freidrich Engels
Em 01 de fevereiro de 1978, nasceu a compositora e cantora Sara Tavares (foto) em Lisboa-PT, artista que tem ascendencia de caborverdiana.Novo Spartacus

Ó nabábos da lei, fárois da tirania
Que mandis meus irmãos ao grande morticinio
Ficai sabendo, poi, tians da burguesia
Que não deve tardar vosso fero estermínio
O lucro que tirais de tanto barbarismo
Aumentará por erto a vossa teimozia
Mas desempenhar-vos-á num tenebroso abismo
No qual ireis carpir tamanha hipocriizia.
Basta de lacrocir, ferozes salafrários!
Tartufos, canibais, infames, sanguinários
Ja seguis aberrando um colossal vulcão. . .
Para vos castigar, istericos, malditos.
Desprezo a vossa lei, vou entre os aflitos
Repartir muniçois para a revolução!
Lírio de Rezende
06/1919.
As lutas dos trabalhadores na história

Com o processo da industrialização, nos primordios vimos o surgimento das maquinas, que vinham de encontro aos anseios da classe burguesa, que desejavam lucros acima de tudo.
Com as máquinas tivemos as jornads de trabalhos aumentadas e a intensificação do próprio trabalho feito em precariedades sociais. Vale lembrar que o o desenvolvimento dos pensamentos das luzes tivemos também o desenvolvimento do pensamento científico, que passou a vaorizar a química, a física, a mecânica, a matemática, a biologia e isto fez com que surgissem novos inventos todos ligados ao processo da produção industrial.
Com este panorâma, surgiu o capitalismo monopolista em que a burguesia passa a registrar tudo em seu nome terra, matéria prima a natureza, minerais, animais. E passam explorar mão-de-obra, de quem não possui acúmulo de riqueza.
Pouco a pouco viamos as máquinas se desenvolvendo, a manufatura, passando para a maquimanufatura, as putting out surgindo na Inglaterra, e sendo adquiridas por pessoas que vão elaborando um pequeno conglomerado de bens graças, ao processo monopolista. E cada vez mais o aperfeiçoamento dos maquinários,das ferramentas, das novas fontes de energia. E sempre que vinha uma máquina nova o desemprego surgia.
Tinhamos patrões, que passaram a ter um outro estágio de vida, graças a exploração ao empregado, e isto fundamentado pelos estudos de Marx, quando ele analisa o que escreveu David Ricardo, que dizia que o salário tem de ser de precariedades pra que o empregado possa sempre estar nas mãos dos patrões. Dai a idéia da luta de classe.
Identificamos as máquinas como responsáveis pelo desemprego, grupos de trabalhadores passaram a invadir as fábricas e começar o quebra quebra. Os livros de história didáticos dizem que o Movimento Ludita iniciou-se em 1811, porém vamos observar que as primeiras máquinas foram destruídas em 1758, por operários ingleses. E o Parlamento da Inglaterra promulgou um decreto colocando pena de morte pela destruição de fábricas e maquinas. Enquanto isto os operários davam entradas em petições, solicitando a proibição das maquinas . Em 1811, o Movimento vai tomar um proporção que o Governo da Restauração teve de lançar mão de mais uma lei atemorizando os trabalhadores, voltando a decretar a Pena de Morte para trabalhadores. Mesmo os discursos de Lord Byron contra esses projetos não impediu a sua aprovação. Em janeiro de 1813 tivemos a execução de 18 trabalhadores em York. E isto fez com que os trabalhadores pudessem observar o que Karl Marx escreveu "a distinguir a maquinaria e seu emprego para fins capitalistas, e a transferir seus ataques do prórpio elemento material da produção para as suas formas de exploração social. Houve, porém, na Inglaterra, algumas tardias deste movimento de protesto durante a segunda metade do século XIX. Em outros países também houveram manifestações paralelas, quando da ocorrência das correspondentes etapas da industrialização: assim a revolta francesa dos tecelães de seda em Lyon, em 1831, e as agitações dos tecelães na Silésia, em 1844.
Compreende-se a violenta reação durante a primeira fase da industrialização face ao baixo nível de educação dos traalhadores à época, a sua humilhação moral por verem forçados a vender, para manter a sua própria vida, não apenas a sua própria força de trabalho mas de de suas mulheres e filhos e por um preço infinitamente baixos, e assim os meninos tinham que ir para as fábricas e reproduzindo apenas a repetição de trabalhar e carentes de educação e de escola. Enquanto isto a legislação cristalizada na idéia e conceitos de direitos naturais racionais, como bem pregavam os iluministas, mas pensamento que vinham da Idade Média, impediram os trabalhadores de buscar o chamdo direito de influir sobre as suas condições de trabalho e de vida mediante a uma ação solidária. Tanto que eram proibidos as associaçãoes de trabalhadores, de associação de aprendizes de oficios. Tampouco as revoluções vão mudar asituação, tanto dos representantes dos direitos naturais racionais, como os da economia fisiocrata e liberal-classica partilhavam a opinião que a liberdade e a igualdade na sociedade estariam melhor assegurada, garantindo a propriedade, acoatuação e a concorrencia privada e a muitos produtores pequenos eram proibidos reuniões de interesses especiais no que acreditavam que isto só poderiam prejudicar a todos. E a camada trabalhadora se considerava apenas os plebues de uma nção estavam presos a esta ideologia.
Manoel Messias Pereira
professor
Texto produzido a partir das leituras de Wolfganga Abendroth
O Manifesto Comunista

Em 1848 tivemos a publicação do Manifesto Comunista, elaborado por Karl Marx e Friedrich Engels, que possibilitou um novo caminho no pensamento socialista. Ou seja foi possível ter como algo bem demarcado o socialismo utópico e o socialismo científico.
O socialismo científico, foi fundamentado em tres correntes, ou seja a dalética hegeliana, a economia inglesa e no socialismo, com um olhar para a França.
A dialética desenvolvida por Hegel, afirmava que cada conceito possui em si o seu contrário e cada afirmação a sua negação. O mundo não é feito de coisas prontas os seres humanos constroi cotidianamente ou seja no processo dialético. Mas Hegel era um filósofo idealista e foi professor de Marx, mas o discípulo vai virar toda a sua teoria pelo avesso, quando afirmava que não eram as idéias que criavam a realidade, e sim as circunstâncias materiais. Em ouro termo, Marx afirmava o materialismo com base na dialética.
A partir do conceito de materialismodialético. Marx e Engels criaram uma nova teoria da Históra: o materialismo histórico dialético. Para eles, a História se desenvolve, dialeticamente, a partir das relações de produção exisentes em cada momento. As relações de produção seriam a infra-estrutura política, jurídica e ideológica.
A superação de um modo de produção por outro se dá a partir das lutas de classe, como se podia observar anteriormente, com derrubada da nobreza pela burguesia, , o que abriu o caminho para a afirmação do modo de produção capitalista. E, da mesma forma, através de uma luta opondo proletários x burguesia, o capitalismo seria derrubado, segundo as idéias contidas no Manifesto Comunista.
A grande crítica que Marx e Engels fazem ao capitalismo dia respeito ao caráter exploratório deste modo de produção sobre os proletários. Nisto marx retoma os postulados da escola classica inglesa, especialmente de David Ricardo e a sua teoria do valor-trabalho.
Para Marx, em 4 ou 5 horas de trabalho, os operários produziam todas as mercadorias necessárias para comporem os seus salários. Trabalhavam, pois 9 ou 10 hors era apropriado pelo burgues. É o que Marx vai chamar de mais valia ou sobre -valor e que, segundo ele, demonstra sobejamente a exploração dos operários pelos patrões
marx vai analisar as crises do capitalismo. E segundo ele essas crises eram naturais, pois pela própria configuração do sistema, que permitia a uma minoria a concentração muito grande de renda, em detrimento da maioria operária. A renda auferida pela burguesia era investida em melhores e maiores recursos tecnológicos, daí advindo uma maior produção. No entanto, como os operários possuíam uma renda infíma, o consumo não aumentava na mesma proporção da produção. Daí se seguiam as crises de superprodução que de fato, marcaram o sistema capitalista ao longo dos seculos XIX e XX e agroa no século XXI.
O pensamento marxiata será aprofundado em obras como o capital. O manifesto é apenas um livro em que há o pensamento que vai romper com a lógica da exploração do homem pelo homem, ja cristalizada no processo capitalista.
E assim vamos ver o pensamento socialista manifestar não apenas no campo teórico mas também na pratica, como os acontecimentos do I Congresso da Internacional conhecido como a 1a. Internacional, quando os trabalhadores e pensadores do trabalho reuniram -se de 1864 e 1876.
Manoel Messias Pereira
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