terça-feira, 11 de outubro de 2011

As memórias de Gregório Bezerra



Editora relança biografia de líder comunista

“Memórias”, de Gregório Bezerra, vem com fotos e depoimentos inéditos



Gregório Bezerra é considerado ícone da resistência à ditadura militar no Brasil



Divulgação/Boitempo

Juliana Borba entretenimento@band.com.br

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Aprenda a organizar o seu espaço de leitura Como forma de estimular a preservação da história da esquerda política do Brasil, a Boitempo Editorial lança neste mês o livro “Memórias”, de Gregório Bezerra, que homenageia os 30 anos da primeira edição da obra. Esta segunda edição contém fotografias e textos inéditos, reunidos em um único volume – a primeira edição possuía dois.



Pernambucano, Gregório Bezerra é tido como um exemplo de resistência à ditadura militar brasileira: nascido no agreste nordestino e órfão desde bem pequeno, foi analfabeto até os 25 anos e começou a militar já nas primeiras movimentações populares influenciadas pela Revolução Russa de 1017. Em 1946, foi, pelo PCB (Partido Comunista Brasileiro) - então o partido mais combatente do regime militar - o deputado federal mais votado do ano.



Entre idas e vindas, Bezerra passou 23 anos de sua vida no cárcere. Uma das celas onde esteve preso é hoje um ponto de visitação no Recife, cidade onde protagonizou uma das cenas mais chocantes da ditadura: capturado pelos militares, foi arrastado, com extrema violência, pelas ruas do bairro nobre de Casa Forte, comovendo as pessoas que assistiam a tudo. A foto que ilustra a capa desta edição do livro retrata o político sentado no pátio da prisão logo depois da tortura.



Outro momento importante da história de Gregório Bezerra foi quando o MR-8 (Movimento Revolucionário Oito de Outubro) incluiu seu nome na lista dos 15 presos políticos que deveriam ser trocados pelo então embaixador dos Estados Unidos no Brasil, Charles B. Elbrick, sequestrado pelo grupo. A princípio, Bezerra não quis aceitar a libertação sob os termos de troca, no entanto, acabou cedendo para não comprometer a dos colegas. Exilado, seguiu para o México e, pouco depois, para a União Soviética, onde viveu por dez anos e período em que começou a escrever suas memórias.



Recheado de bom humor e ternura, mesmo nas passagens mais fortes de uma vida marcada por acontecimentos duros, “Memórias” se propõe a ser uma obra que conta parte da história do País por meio da história de alguém que lutou por ele, alguém que era “feito de ferro e de flor”, frase mais atribuída ao líder comunista. A nova edição conta com contribuição do filho de Bezerra, Jurandir Bezerra, da historiadora Anita Prestes, filha de Olga Benário e Luiz Carlos Prestes – de quem Bezerra era bastante próximo -, Ferreira Gullar e Roberto Arrais, além de depoimentos de Oscar Niemeyer, Ziraldo, Mércia Albuquerque e de Eduardo Campos, governador de Pernambuco e neto de Miguel Arraes.





Ficha técnica:



Título: Memórias

Autor: Gregório Bezerra

Apresentação: Anita Prestes

Orelha: Roberto Arrais

Quarta capa: Ferreira Gullar

Páginas: 648

Preço: R$ 74,00

Editora: Boitempo








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Manoel Messias Pereira

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